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Mãe de jovem que foi encontrada no quintal de sua casa faz revelação

Uma tragédia familiar abalou os moradores de Serra nesta semana e trouxe à tona um caso que deixou a comunidade em estado de perplexidade. O desaparecimento de Miriam de Oliveira Soares, de 39 anos, que mobilizava familiares e vizinhos desde o último dia 12 de maio, terminou da forma mais dolorosa possível: o corpo da mulher foi encontrado enterrado no quintal da própria casa, onde ela morava com a mãe e os irmãos.

Durante cinco dias, a família viveu uma rotina de buscas, telefonemas e esperança de que Miriam pudesse ser localizada com vida. A ausência repentina da mulher, conhecida por manter uma relação próxima com a mãe e por cuidar com dedicação do jardim da residência, despertou preocupação imediata. O que ninguém imaginava era que a resposta estaria tão perto — e de maneira tão devastadora.

A descoberta aconteceu na manhã em que Magali Moraes de Oliveira, mãe da vítima, realizava tarefas simples no pátio de casa. Enquanto estendia roupas no varal e fazia orações pela filha desaparecida, percebeu um cheiro incomum vindo de uma área do jardim. Intrigada, aproximou-se e começou a mexer na terra. Em poucos instantes, encontrou o corpo da filha enterrado no local. O cenário causou forte comoção entre vizinhos e familiares que acompanharam a chegada da polícia.

Segundo a investigação da Polícia Civil do Espírito Santo, o principal suspeito é o irmão de Miriam, Abraão de Oliveira Soares, de 43 anos. Ele foi preso e, conforme informações divulgadas pelas autoridades, admitiu participação no crime durante depoimento prestado na delegacia. A prisão ocorreu ainda na residência da família, após os agentes reunirem indícios e ouvirem relatos de parentes.

As apurações indicam que o caso começou com uma discussão doméstica. Naquele dia, Abraão fazia reparos em uma tubulação de esgoto no imóvel. Durante o serviço, água suja teria atingido plantas do jardim que eram cuidadas por Miriam. Irritada com a situação, ela chamou a atenção do irmão, o que iniciou uma briga. O desentendimento, inicialmente banal, tomou proporções extremas em poucos minutos.

Objetos recolhidos no quintal, entre eles uma enxada e um cabo de madeira, foram encaminhados para perícia e devem ajudar a esclarecer os detalhes do ocorrido. O laudo do Instituto Médico Legal ainda é aguardado, mas a análise preliminar apontou lesões concentradas na região da cabeça e do pescoço.

O que mais chamou a atenção da família foi o comportamento do suspeito nos dias seguintes ao desaparecimento. Enquanto parentes colavam cartazes, faziam ligações e buscavam informações pela região, Abraão permaneceu dentro da casa, assistindo televisão, sem demonstrar preocupação. A postura levantou suspeitas e deixou a mãe em choque ao descobrir o que havia acontecido.

Em entrevista à imprensa local, Magali resumiu a dor que vive desde então. Ela relatou que jamais imaginou enfrentar uma situação tão difícil dentro da própria família e afirmou estar tentando compreender como tudo aconteceu. Segundo ela, o filho já apresentava episódios de agressividade em casa, mas nada que fizesse prever um desfecho tão dramático.

O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher, que trabalha para concluir o inquérito e ouvir outras testemunhas. A cidade, ainda impactada, acompanha o desdobramento de um episódio que transformou uma residência comum em cenário de uma história que ninguém esperava presenciar.

 

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