Corpo de desembargador desaparecido é encontrado em mata no Rio

Na tarde desta terça-feira, 19 de maio, o Rio de Janeiro foi surpreendido por uma notícia que chamou atenção pela mistura de mistério, repercussão pública e um desfecho cercado de perguntas. O corpo do desembargador federal Alcides Martins Ribeiro Filho, de 64 anos, foi localizado em uma área de mata nas proximidades da Vista Chinesa, um dos pontos turísticos mais conhecidos da capital fluminense.
O magistrado estava desaparecido desde o dia 14 de abril, quando foi visto pela última vez após sacar R$ 1 mil em dinheiro e seguir de táxi em direção ao mirante. Desde então, familiares, colegas e autoridades buscavam pistas sobre seu paradeiro. A localização do corpo, mais de um mês depois, encerra parte da angústia, mas abre novas dúvidas sobre o que ocorreu naquele período.
As buscas foram realizadas por equipes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros, em conjunto com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, em uma região de trilhas próxima à Floresta da Tijuca. O local é bastante frequentado por turistas, praticantes de caminhada e moradores que costumam visitar o mirante para apreciar a paisagem da cidade. Mesmo sendo uma área conhecida, a mata densa pode dificultar operações de busca, especialmente em trechos menos acessíveis.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o corpo não apresentava sinais aparentes de violência. Ainda assim, a investigação segue em andamento, e a perícia foi conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital. Após os procedimentos iniciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal, onde exames complementares devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.
A trajetória recente de Alcides também havia colocado seu nome em evidência nos noticiários. Em maio de 2025, ele foi afastado de suas funções no Tribunal Regional Federal da 2ª Região por decisão do Conselho Nacional de Justiça. O afastamento ocorreu após a apuração de um episódio envolvendo sua ex-companheira, em um caso registrado pela polícia.
Na ocasião, vizinhos acionaram agentes após ouvirem uma discussão em um imóvel. De acordo com relatos registrados, a situação levou à presença da polícia e houve resistência durante a abordagem. O caso teve ampla repercussão no meio jurídico, especialmente porque envolvia um membro de um dos tribunais federais mais importantes do país.
O desaparecimento do desembargador, poucas semanas depois desse episódio, despertou diferentes especulações nas redes sociais e em grupos de discussão. O fato de ele ter ido sozinho a um ponto turístico conhecido, sem retornar ou dar notícias, aumentou o mistério desde o início.
Agora, com a confirmação da localização do corpo, o caso volta ao centro das atenções.
Autoridades afirmam que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes, incluindo os últimos passos do magistrado antes do desaparecimento. Enquanto isso, o episódio segue gerando grande repercussão no Rio e no meio jurídico, principalmente por envolver uma figura pública e circunstâncias ainda sem respostas definitivas.



