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Flávio Bolsonaro toma atitude semelhante à de Lula antes do primeiro debate

As equipes de Lula e Flávio Bolsonaro avaliam evitar os primeiros debates e sabatinas da campanha presidencial de 2026, em uma estratégia que busca reduzir a exposição direta aos ataques dos adversários e limitar a circulação de cortes nas redes sociais.

O primeiro debate presidencial está marcado para este domingo (23), organizado pela Band em parceria com TV Cultura, TV Gazeta, Estadão, Jovem Pan e YouTube. O encontro terá seis candidatos: Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury.

Segundo informações divulgadas pelo UOL, o cálculo das duas campanhas é semelhante, embora parta de situações eleitorais diferentes. Lula aparece na liderança das pesquisas mencionadas pela reportagem e, por isso, poderia se tornar o principal alvo dos demais candidatos durante um debate. A avaliação de aliados é que o petista poderia enfrentar uma situação de múltiplos ataques ao longo do programa.

No caso de Flávio Bolsonaro, a estratégia estaria relacionada principalmente à distância apontada pelas pesquisas em relação aos demais concorrentes. Aliados avaliam que, sem a presença de Lula, o senador poderia concentrar os ataques dos outros candidatos e, ao mesmo tempo, acabaria dando maior visibilidade eleitoral a adversários que hoje aparecem atrás dele nos levantamentos.

A pesquisa Quaest citada pelo UOL, divulgada em 14 de agosto, apontou Lula com 38% das intenções de voto no cenário apresentado, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado e Renan Santos registraram 4% cada, enquanto Romeu Zema e Augusto Cury apareceram com 2%.

A avaliação também se estende às sabatinas. De acordo com a reportagem, integrantes das campanhas consideram que participar de um programa para o qual o outro principal adversário foi convidado, mas não compareceu, pode representar uma exposição considerada desvantajosa.

Outro fator citado é o risco de os debates serem utilizados para a produção de conteúdos curtos destinados às redes sociais. A preocupação das campanhas é que momentos de confronto, declarações polêmicas ou provocações sejam recortados e passem a circular fora do contexto original.

A estratégia, portanto, não significa necessariamente que Lula ou Flávio deixarão de participar de todos os debates da eleição. O cálculo envolve principalmente os primeiros eventos da campanha e a forma como cada equipe pretende administrar a exposição dos candidatos.

Além do debate da Band, outros três encontros presidenciais já estão previstos no calendário. Um deles será realizado em 14 de setembro, por um consórcio liderado pelo SBT. Depois, haverá debate da Record, em 28 de setembro, e da TV Globo, em 1º de outubro. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.

A possível ausência dos dois candidatos que aparecem nas primeiras posições das pesquisas pode alterar a dinâmica dos primeiros debates. Sem Lula e Flávio, os demais concorrentes terão maior espaço para apresentar propostas, confrontar posições e disputar a atenção do eleitorado.

Por enquanto, conforme as informações apresentadas na reportagem, as campanhas ainda avaliam a participação nos próximos encontros. A decisão deverá levar em consideração o formato de cada debate, a presença dos adversários e os riscos e benefícios eleitorais de uma exposição direta.

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