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Caso em Bacabal: Mãe de irmãos desaparecidos passa mal ao acessar dados do processo

O caso dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (11). A mãe das crianças, Clarice Cardoso, teve acesso a informações que integram a investigação e, após consultar parte do conteúdo disponibilizado à defesa, precisou receber atendimento médico em São Luís. O episódio acrescenta mais um momento de apreensão à família, que há mais de oito meses busca respostas sobre o paradeiro dos filhos.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, parte dos autos da investigação foi liberada para consulta pela defesa. Foi depois de ter contato com esse material que Clarice apresentou um mal-estar e precisou ser encaminhada para uma unidade de saúde. Ela recebeu atendimento na UPA do Vinhais, na capital maranhense. Até o momento, não foram divulgados detalhes oficiais sobre o que provocou o problema de saúde nem informações mais recentes sobre seu estado após o atendimento.

O momento ocorre justamente quando a família tenta ampliar as possibilidades de busca pelos irmãos. Nos últimos dias, o caso voltou a ganhar repercussão nacional depois que Clarice procurou a Polícia Federal após identificar semelhanças entre Allan e uma criança localizada durante uma operação realizada nos Estados Unidos. A possibilidade despertou esperança na família, mas a PF informou posteriormente que nenhuma criança brasileira estava entre as 163 localizadas na operação norte-americana.

Mesmo com essa informação, a família decidiu continuar recorrendo a mecanismos de cooperação internacional. Clarice forneceu material genético à Polícia Federal para possibilitar comparações caso surja alguma criança cuja identidade possa estar relacionada ao caso. A Interpol também passou a auxiliar nas buscas, e a família solicitou que os nomes de Ágatha e Allan sejam incluídos na chamada Difusão Amarela, mecanismo utilizado internacionalmente para ajudar na localização de pessoas desaparecidas. O pedido ainda depende de análise e eventual encaminhamento pelos órgãos responsáveis.

A Difusão Amarela não significa que as crianças tenham sido encontradas ou que exista confirmação de que estejam fora do Brasil. Trata-se de uma ferramenta de cooperação entre forças policiais de diferentes países, que pode ampliar a circulação das informações sobre uma pessoa desaparecida. A própria Polícia Federal esclareceu que, depois do encaminhamento da autoridade competente, cabe à Interpol analisar os dados e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países-membros.

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, quando saíram para brincar na região da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Na ocasião, eles estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, então com 8 anos. O menino foi localizado três dias depois, enquanto os dois irmãos continuaram desaparecidos. Desde então, diferentes equipes participaram das buscas, incluindo policiais, bombeiros, voluntários e especialistas em localização de pessoas.

Um dos principais elementos encontrados durante as buscas foi uma casa abandonada localizada nas proximidades do rio Mearim. Cães farejadores indicaram sinais relacionados à presença das crianças no local, mas as buscas realizadas posteriormente não permitiram confirmar o paradeiro dos irmãos. Também foram realizadas verificações em áreas do rio, com utilização de sonar e mergulhadores, além de buscas em regiões de mata e outros pontos indicados durante a investigação.

A investigação continua sob responsabilidade das autoridades maranhenses e permanece cercada de cautela. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que o caso segue em andamento e sob segredo de Justiça, razão pela qual informações detalhadas não podem ser divulgadas publicamente. Até o momento, não existe uma resposta definitiva sobre onde estão Ágatha e Allan, e as autoridades não confirmaram uma linha única capaz de explicar o desaparecimento.

A recente movimentação internacional trouxe novamente o caso para o centro das atenções. A semelhança percebida pela família entre Allan e uma criança encontrada nos Estados Unidos gerou expectativa, mas a informação oficial de que não havia brasileiros entre os menores localizados naquele procedimento encerrou, por enquanto, essa possibilidade específica. Ainda assim, a coleta de material genético e o contato com mecanismos internacionais mostram que a família pretende manter diferentes caminhos de investigação abertos.

Agora, o acesso da defesa aos autos e o posterior atendimento médico de Clarice acrescentam um novo capítulo a uma história que permanece sem desfecho. Para a família, cada informação pode representar uma nova pista ou esclarecer algum ponto ainda desconhecido. Enquanto isso, o pedido de inclusão dos irmãos na Difusão Amarela da Interpol representa uma tentativa de ampliar o alcance das buscas, inclusive diante da possibilidade de surgirem informações fora do território brasileiro.

Mais de oito meses depois do desaparecimento, a principal expectativa continua sendo descobrir o que aconteceu com Ágatha e Allan e encontrar uma resposta capaz de encerrar a longa espera da família. As autoridades seguem trabalhando com as informações disponíveis, enquanto Clarice mantém a mobilização para que o caso continue recebendo atenção. A investigação permanece em andamento, e qualquer nova informação oficial poderá ser importante para esclarecer o paradeiro dos dois irmãos.

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