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Após crianças serem encontradas nos EUA, PF esclarece se irmãos estão entre elas

A notícia sobre uma grande operação realizada nos Estados Unidos trouxe novamente à tona o caso dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão. A possibilidade de os dois estarem entre as crianças localizadas no exterior chegou a ser considerada pela família depois que uma imagem divulgada pelas autoridades americanas chamou a atenção pela semelhança com Allan.

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, procurou a Polícia Federal em São Luís para buscar esclarecimentos. A família também solicitou apoio para verificar se havia alguma possibilidade de identificação entre os menores localizados durante a operação realizada nos Estados Unidos. A situação ganhou repercussão justamente porque a semelhança visual despertou esperança de que pudesse haver uma resposta para o caso.

No entanto, a Polícia Federal informou que nenhum brasileiro está entre as 163 crianças e adolescentes localizados durante a operação americana. A informação foi confirmada pelas autoridades dos Estados Unidos e encerra, pelo menos neste momento, a possibilidade de que Ágatha e Allan estejam entre os menores encontrados naquela ação.

A operação, realizada no mês passado, mobilizou diferentes órgãos de segurança nos Estados Unidos. O trabalho teve como objetivo localizar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Depois da divulgação dos resultados, famílias de crianças desaparecidas em diferentes partes do Brasil passaram a acompanhar as informações na tentativa de encontrar alguma pista que pudesse ajudar nas buscas.

No caso dos irmãos maranhenses, o desaparecimento ocorreu em 4 de janeiro de 2026. Ágatha e Allan estavam em uma região de mata próxima à comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Na ocasião, eles estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, então com 8 anos, que foi localizado três dias depois.

Desde então, diferentes equipes participaram das buscas, com utilização de cães farejadores, embarcações e equipamentos especializados. A investigação, conduzida pelas autoridades do Maranhão, continua em andamento. Segundo informações oficiais, não existe confirmação de que as crianças tenham deixado o Brasil.

Mesmo com a confirmação de que os irmãos não estão entre os menores localizados nos Estados Unidos, a família decidiu ampliar as possibilidades de procura. A Polícia Federal informou que vai solicitar a inclusão dos nomes de Ágatha e Allan na chamada Difusão Amarela da Interpol, mecanismo utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas em diferentes países.

A inclusão nesse sistema representa uma nova etapa nas buscas. Depois que o pedido for encaminhado, caberá à própria Interpol analisar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países integrantes da organização.

O caso continua mobilizando a família e chamando a atenção das autoridades. Para os familiares, cada nova possibilidade representa uma oportunidade de obter informações sobre o paradeiro dos irmãos. Enquanto isso, as investigações seguem e qualquer informação oficial poderá ser importante para ajudar a esclarecer o que aconteceu com as duas crianças.

As autoridades também reforçam a importância de evitar a divulgação de informações não confirmadas. Em meio à repercussão do caso, boatos e imagens compartilhadas nas redes sociais podem aumentar a expectativa das famílias sem necessariamente representar uma pista verdadeira. Por isso, a orientação é acompanhar os comunicados dos órgãos responsáveis e aguardar os resultados das verificações oficiais.

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