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Trump quebra o silêncio e revela de que lado está na disputa eleitoral em Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a poucos dias das eleições israelenses, marcadas para 27 de outubro. Em uma publicação feita neste domingo (18) na rede social Truth Social, o líder americano afirmou oferecer “apoio pleno e total” ao aliado, reforçando a proximidade entre os dois governos em um momento de tensão no Oriente Médio. A manifestação ocorre enquanto Netanyahu busca permanecer no cargo após anos de conflitos militares, questionamentos sobre a segurança do país e críticas à condução de sua gestão.

Na mensagem divulgada, Trump descreveu Netanyahu como um parceiro adequado para Israel e destacou a importância da relação entre os dois países. O presidente americano afirmou que o primeiro-ministro israelense representa o tipo de aliado que Washington deseja ter ao lado. O apoio público foi apresentado em uma carta publicada na rede social, na qual Trump demonstrou respaldo à campanha de reeleição do líder israelense. A declaração ganhou relevância por ocorrer a menos de duas semanas da votação e em meio à atuação conjunta dos Estados Unidos e de Israel no conflito contra o Irã.

Netanyahu também tem utilizado a relação com Trump como parte de sua comunicação política. Em um vídeo de campanha divulgado pelo Likud, partido governista israelense, o primeiro-ministro destacou a parceria com os Estados Unidos e mencionou os resultados militares que atribui às operações contra o Irã. Ele afirmou que, caso seja reeleito, pretende trabalhar com a Casa Branca para eliminar o que considera uma ameaça iraniana nos próximos dois anos. A declaração reforça o papel da segurança nacional e da política externa na campanha eleitoral, temas que permanecem no centro do debate político israelense.

A eleição de outubro será a primeira realizada em Israel desde o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1.200 israelenses mortos, segundo os números citados na reportagem original. A ofensiva desencadeou a guerra na Faixa de Gaza, que provocou um elevado número de vítimas palestinas e israelenses. O conflito e suas consequências continuam influenciando a avaliação pública do governo. Embora Netanyahu mantenha apoiadores que defendem sua postura militar, ele também enfrenta questionamentos sobre as falhas de segurança que permitiram o ataque de 2023.

O primeiro-ministro, que ocupa o cargo há mais tempo do que qualquer outro líder na história de Israel, soma mais de 18 anos no poder em diferentes períodos desde sua primeira eleição, em 1996. Seu principal adversário na disputa é Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel. Eisenkot tem criticado a atuação de Netanyahu antes e durante a crise de segurança de 2023, questionando a resposta do governo aos alertas relacionados ao Hamas. As acusações fazem parte de um debate mais amplo sobre responsabilidade política, estratégia militar e o futuro da segurança israelense.

O apoio de Trump acrescenta uma dimensão internacional à disputa, mas a escolha do próximo governo caberá aos eleitores israelenses. A eleição também ocorre em um cenário parlamentar complexo: levantamentos mencionados na cobertura do pleito indicam dificuldades para os blocos políticos alcançarem, isoladamente, as 61 cadeiras necessárias para controlar o Parlamento de 120 assentos e formar uma coalizão. Assim, mesmo após a votação, a composição de uma maioria poderá depender de negociações entre partidos. A declaração do presidente americano reforça a aliança com Netanyahu, mas não determina o resultado eleitoral nem resolve as divisões políticas internas de Israel.

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