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Antes de enfrentar Lula na Band, Flávio Bolsonaro toma decisão que chama atenção

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou, neste domingo (18), de uma manifestação na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, e aproveitou o encontro com apoiadores para voltar a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante um breve discurso, o senador afirmou que pretendia poupar a voz para o debate entre os dois presidenciáveis, marcado para a noite do mesmo dia. O evento reuniu representantes da direita e ocorreu a uma semana do segundo turno das eleições de 2026, em um momento de intensificação das atividades de campanha.

Ao falar para o público, Flávio convocou os apoiadores a acompanharem o confronto televisivo com Lula. O candidato afirmou que pretendia aproveitar a oportunidade para apresentar acusações contra o adversário, a quem atribuiu crimes contra o país. As declarações fizeram parte de um discurso curto, no qual o senador também buscou reforçar a ideia de mudança política. Em seguida, afirmou que o Brasil estaria sem presidente, mas acrescentou que essa situação duraria pouco, pois, segundo ele, sua chegada ao Palácio do Planalto estaria próxima. As falas foram acompanhadas por referências ao slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, associado à trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Antes de subir para discursar, Flávio cumprimentou apoiadores e dançou ao som de músicas com letras críticas a Lula. A manifestação começou por volta das 11h20 e foi organizada como uma demonstração de apoio ao candidato do PL. A campanha denominou a agenda de “Bloco do 22”, em referência ao número eleitoral do partido e aos atos convocados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL). A mobilização também serviu para reunir lideranças políticas que apoiam a candidatura de Flávio na disputa pelo comando do governo federal.

O ato ocorreu em resposta à manifestação favorável a Lula realizada na mesma avenida no domingo anterior, 11 de outubro. Segundo a campanha do presidente, aquele evento reuniu aproximadamente um milhão de pessoas. A mobilização deste domingo foi apresentada pelos organizadores como uma oportunidade de demonstrar força política e ampliar a presença do campo bolsonarista na reta final da campanha. Os dois eventos evidenciam a importância da Avenida Paulista como espaço de mobilização e exposição pública para os grupos políticos que disputam o segundo turno.

Entre as autoridades presentes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). Também participaram os senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além de Lucas Pavanato (PL), eleito para a Câmara dos Deputados, e Eduarda Campopiano (PL), que conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo. A presença dessas lideranças reforçou o apoio de representantes da direita paulista à candidatura de Flávio. O encontro também permitiu que aliados demonstrassem publicamente alinhamento com o senador antes do confronto televisivo com o presidente.

O debate entre Flávio Bolsonaro e Lula estava previsto para começar às 20h, com transmissão ao vivo dos estúdios do Grupo Bandeirantes, em São Paulo. A expectativa em torno do encontro aumentou a importância das últimas atividades públicas dos candidatos antes da votação de 25 de outubro. Ao afirmar que pouparia a voz para o debate, Flávio sinalizou que pretendia concentrar seus esforços no confronto direto com o adversário. Sua participação na Paulista combinou críticas ao governo petista, mobilização de apoiadores e a tentativa de manter o foco da campanha no embate presidencial que antecede a decisão dos eleitores.

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