Nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra a percepção dos brasileiros

Nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra a percepção dos brasileiros

Uma nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra que a percepção dos brasileiros sobre a relação entre grupos políticos e o caso envolvendo o Banco Master está praticamente dividida. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira, 17 de setembro, e ouviu 5.018 eleitores de diferentes regiões do país.

Segundo os dados, 41,2% dos entrevistados afirmaram considerar que os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estão mais envolvidos com o caso. Já 40,2% apontaram o grupo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A diferença de apenas um ponto percentual está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de um ponto para mais ou para menos. Por isso, os números configuram empate técnico.

O resultado chama atenção principalmente porque mostra uma mudança na percepção do eleitor ao longo de 2026. Em março, 39,5% dos entrevistados relacionavam principalmente o grupo de Lula ao caso, enquanto 28,3% apontavam os aliados de Bolsonaro. Nos meses seguintes, essa diferença foi diminuindo.

Em junho, por exemplo, 37,6% citavam o grupo lulista e 36% apontavam o campo bolsonarista. Agora, na rodada de setembro, a ordem aparece invertida numericamente. Além dos dois principais grupos políticos, a pesquisa também apresentou outras possibilidades aos entrevistados.

Para 13,8%, todos os grupos políticos estariam igualmente envolvidos. Outros 3,4% apontaram principalmente integrantes do chamado Centrão. Apenas 1,3% não soube responder. É importante observar que a pergunta mede a opinião dos eleitores sobre o caso. Ela não significa, por si só, que os percentuais comprovem participação ou responsabilidade individual de políticos nos fatos investigados.

Esse ponto ganha importância diante da dimensão que o assunto tomou no cenário político nacional. Nos últimos meses, o caso Master passou a aparecer associado a diferentes personagens públicos e chegou também ao debate envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

O levantamento AtlasIntel/Bloomberg foi realizado entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06221/2026.

A metodologia ajuda a entender por que pequenas diferenças entre os grupos precisam ser analisadas com cautela. Na prática, os 41,2% atribuídos aos aliados de Bolsonaro e os 40,2% relacionados aos aliados de Lula representam um cenário de proximidade dentro da margem estatística.

O levantamento também mostra que a percepção sobre o assunto mudou em comparação com pesquisas anteriores. Isso ocorre em um período no qual novas informações sobre o caso passaram a circular e diferentes autoridades e grupos políticos passaram a ser mencionados no debate público.

Outro ponto levantado pela AtlasIntel envolve a repercussão da crise no Supremo Tribunal Federal durante o período eleitoral.

Nesse caso, 49,5% dos entrevistados disseram acreditar que a situação prejudica mais a campanha de Lula. Outros 20,9% consideraram que o impacto seria maior sobre a candidatura do senador Flávio Bolsonaro. Para 14,4%, os dois seriam prejudicados igualmente.

O levantamento ainda registrou 8,6% de entrevistados que não souberam responder e 6,7% que afirmaram que a situação não prejudica nenhum dos dois.

Essa pergunta, porém, é diferente daquela que trata da percepção sobre o envolvimento de grupos políticos no caso Master. Enquanto a primeira busca saber qual campo político é visto como mais relacionado ao episódio, a segunda mede a avaliação dos eleitores sobre seus possíveis reflexos eleitorais.