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Pesquisa revela como está a corrida eleitoral ao Senado por São Paulo

A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado Federal ganhou novos contornos com a divulgação de pesquisas eleitorais realizadas neste mês. Os levantamentos mais recentes mostram uma corrida bastante movimentada, com diferentes candidatos aparecendo próximos nas intenções de voto.

A pesquisa mais recente do RealTime Big Data, divulgada nesta segunda-feira (14), aponta Guilherme Derrite (PP) numericamente na liderança, com 19% das intenções de voto. Simone Tebet (PSB) e André do Prado (PL) aparecem logo atrás, com 17% cada. Marina Silva (Rede) registra 13%.

Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, a diferença entre vários dos principais nomes precisa ser analisada com cautela. Na prática, o cenário ainda apresenta bastante proximidade entre os candidatos que disputam as primeiras posições.

O levantamento mais recente reforça uma característica que vem aparecendo em outras pesquisas realizadas ao longo das últimas semanas: a disputa pelo Senado em São Paulo permanece aberta. Em um levantamento da Quaest divulgado em 8 de setembro, Marina Silva e Guilherme Derrite apareciam com 14% cada, enquanto Simone Tebet tinha 12%. André do Prado registrava 7% e Ricardo Salles (Novo), 3%.

Naquele estudo, realizado entre os dias 4 e 7 de setembro com 1.800 eleitores, 26% dos entrevistados ainda estavam indecisos. Outros 19% declararam voto branco, nulo ou disseram que não pretendiam votar. A margem de erro era de dois pontos percentuais.

Os números ajudam a explicar por que pequenas mudanças na preferência do eleitorado podem alterar a composição das primeiras posições. Nas eleições de 2026, os eleitores paulistas escolherão dois senadores. Essa característica torna a disputa diferente de uma eleição em que apenas uma cadeira está em jogo.

Na pesquisa da Quaest, por exemplo, quando os entrevistados foram questionados especificamente sobre a primeira vaga, Guilherme Derrite aparecia com 20%, seguido por Marina Silva, com 17%, e Simone Tebet, com 15%. Para a segunda vaga, Marina tinha 11%, Simone Tebet 9%, enquanto Derrite e André do Prado apareciam com 7% cada.

Isso mostra que a preferência do eleitor pode mudar conforme a forma como a pergunta é apresentada. Também reforça a importância de observar não apenas quem está na frente, mas a distância entre os candidatos e o número de pessoas que ainda não definiram seu voto.

Ricardo Salles aparece em uma posição intermediária nas pesquisas mais recentes. No levantamento da Quaest, o candidato do Novo registrou 3%, enquanto nomes como Soninha Francine, Geraldo Rufino e outros concorrentes tiveram percentuais menores.

Apesar de estarem numericamente atrás, esses candidatos ainda fazem parte da disputa. Com uma parcela considerável do eleitorado sem decisão definitiva, o cenário pode sofrer alterações conforme a campanha avança e os eleitores passam a conhecer melhor as propostas de cada candidatura.

Outro ponto importante é que pesquisas eleitorais representam um retrato do momento em que as entrevistas são realizadas. Elas não representam uma garantia sobre o resultado das urnas. A pesquisa RealTime Big Data divulgada em 14 de setembro reforçou a proximidade entre os principais concorrentes. Derrite apareceu com 19%, seguido por Simone Tebet e André do Prado, ambos com 17%. Marina Silva ficou com 13%.

O levantamento entrevistou 2 mil eleitores entre os dias 9 e 12 de setembro, por telefone e internet. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outro levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisas também mostrou uma disputa bastante competitiva. Marina Silva apareceu com 30,4%, Simone Tebet com 29,5% e Guilherme Derrite com 28,9%, enquanto André do Prado registrou 19,3% e Ricardo Salles, 16,4%.

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