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Moraes dá autorização a Bolsonaro que interfere em sua saúde física

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma alteração na rotina de fisioterapia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão, assinada na terça-feira (25), permite que o tratamento passe a ser realizado em uma única sessão semanal, com duração de duas horas. Antes da mudança, o acompanhamento ocorria três vezes por semana, com atendimentos de uma hora às segundas, quintas e sábados.

A alteração foi solicitada pela defesa de Bolsonaro, que apresentou ao ministro uma justificativa relacionada à duração das sessões. Segundo os argumentos levados ao Supremo, o período de uma hora não seria suficiente para que os profissionais responsáveis pelo acompanhamento conseguissem cumprir todas as atividades previstas no tratamento. A nova organização busca, portanto, oferecer mais tempo para a execução dos procedimentos fisioterapêuticos indicados.

Entre as atividades realizadas estão exercícios destinados à melhora da mobilidade e ao fortalecimento físico, além de exercícios resistidos e técnicas de liberação miofascial. Também fazem parte do acompanhamento recursos terapêuticos utilizados de acordo com as necessidades do paciente. Com a autorização judicial, os profissionais poderão concentrar essas etapas em um único encontro, com duas horas de duração, em vez de distribuí-las em três sessões mais curtas.

Na prática, Bolsonaro deixa de realizar o tratamento às segundas, quintas e sábados, entre 19h30 e 20h30. O novo cronograma estabelece a fisioterapia somente às segundas-feiras, das 19h às 21h. Apesar da redução no número de atendimentos durante a semana, o tempo total dedicado à fisioterapia permanece em duas horas semanais, permitindo que o acompanhamento continue dentro da rotina definida para o ex-presidente.

A decisão de Moraes ocorre em meio às medidas relacionadas aos cuidados de saúde de Bolsonaro. O ex-presidente já havia recebido atenção médica após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral e, diante das condições apresentadas, obteve autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar. Dessa forma, o tratamento fisioterapêutico integra a rotina de cuidados mantida durante o período em que ele está submetido às determinações estabelecidas pela Justiça.

No campo judicial, Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão em um processo relacionado à tentativa de golpe de Estado. A execução da pena continua sendo acompanhada pelo STF, que também analisa questões relacionadas às condições de cumprimento da condenação. Nesse cenário, a mudança autorizada por Alexandre de Moraes representa uma adequação na rotina de saúde do ex-presidente, atendendo ao pedido da defesa e mantendo o acompanhamento fisioterapêutico previsto pelos profissionais responsáveis.

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