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Jô Soares deixou patrimônio estimado em R$ 50 milhões

Jô Soares foi um dos nomes mais conhecidos da televisão brasileira. Com uma carreira que atravessou décadas, o apresentador, humorista, ator, escritor e diretor construiu uma trajetória marcada por programas de televisão, entrevistas e personagens que ficaram na memória do público. Quando faleceu, em agosto de 2022, aos 84 anos, outro assunto passou a chamar atenção: o destino de seu patrimônio.

Estimado pela imprensa em aproximadamente R$ 50 milhões, o patrimônio de Jô não ficou concentrado em uma sucessão tradicional. O artista não tinha filhos vivos e deixou um testamento indicando como seus bens deveriam ser distribuídos. A história ganhou repercussão justamente porque algumas pessoas próximas ao apresentador foram contempladas.

Jô Soares nasceu no Rio de Janeiro, em 1938, e começou a construir sua carreira artística ainda jovem. Antes de se tornar conhecido pelos grandes programas de entrevistas, passou pelo cinema, teatro e televisão. Na Globo, participou de produções humorísticas e ganhou espaço com seu estilo próprio. Em 1981, comandou o “Viva o Gordo”, programa que ajudou a consolidar sua imagem como um dos principais humoristas da televisão brasileira.

Depois de uma passagem pelo SBT, Jô voltou à Globo em 2000 para apresentar o “Programa do Jô”. A atração permaneceu no ar até 2016 e recebeu artistas, políticos, escritores, músicos e diversas personalidades. A própria Memória Globo registra que o apresentador teve uma carreira bastante diversificada, atuando também como dramaturgo, roteirista, diretor e escritor.

Com a ausência de herdeiros diretos, o testamento deixado por Jô Soares ganhou destaque. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a maior parte da herança foi destinada à ex-mulher do apresentador, Flávia Pedras. Os dois permaneceram próximos mesmo depois do fim do casamento, e ela recebeu 80% dos bens contemplados no documento.

Outros 10% foram destinados à amiga Claudia Colossi. A parcela restante foi dividida entre quatro funcionários que fizeram parte da rotina de Jô durante anos. Antonio Roberto Colossi recebeu 3,6% da herança. Marlucy de Oliveira Costa ficou com 3,2%, enquanto Marycleidy de Oliveira Costa e Sebastião Kassen Moreira dos Santos receberam 1,6% cada.

A divisão chamou atenção porque mostrou que o apresentador decidiu reconhecer não apenas familiares ou pessoas de seu círculo pessoal, mas também profissionais que estiveram presentes em sua vida por muitos anos. Outro ponto relacionado ao patrimônio de Jô envolve o apartamento onde ele viveu por muitos anos, em Higienópolis, região tradicional de São Paulo.

O imóvel já havia sido transferido para Flávia Pedras antes da morte do apresentador. Por isso, não fez parte da divisão estabelecida posteriormente pelo testamento. O local também ficou conhecido por reunir parte do universo pessoal de Jô, incluindo livros e objetos acumulados ao longo de sua trajetória.

Jô Soares era conhecido pelo interesse por literatura e por sua grande biblioteca particular. Entre os bens mencionados após sua morte estava uma coleção com milhares de livros. Segundo informações divulgadas sobre o testamento, a biblioteca, que reunia mais de 5 mil exemplares, teria como destino uma instituição escolhida por Flávia Pedras.

A decisão reforça outro aspecto da relação de Jô com a cultura. Ao longo da vida, ele não ficou restrito à televisão. Escreveu livros, peças e roteiros e manteve contato próximo com diferentes áreas artísticas. Jô Soares morreu em 5 de agosto de 2022, aos 84 anos, em São Paulo. Sua passagem pela televisão brasileira, entretanto, permanece presente em reprises, entrevistas antigas e lembranças de espectadores.

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