Nova pesquisa presidencial movimenta o segundo maior colégio eleitoral do país

Minas Gerais voltou a ocupar espaço de destaque no cenário das eleições presidenciais de 2026. Segundo maior colégio eleitoral do Brasil, atrás apenas de São Paulo, o estado tem sido acompanhado de perto por causa do tamanho de seu eleitorado e da diversidade política existente entre suas diferentes regiões.
Nos últimos dias, novas pesquisas passaram a mostrar um cenário de disputa bastante próximo entre os principais nomes colocados na corrida pelo Palácio do Planalto. Os números, naturalmente, podem mudar até a votação, mas ajudam a mostrar como está o momento atual entre os eleitores mineiros.
Um dos levantamentos mais recentes é a pesquisa DATATEMPO, divulgada em 18 de setembro. No cenário estimulado de primeiro turno, Luiz Inácio Lula da Silva aparece numericamente à frente, com 35,6% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 34,2%. Como a diferença está dentro da margem de erro, o resultado é considerado empate técnico.
O dado chama atenção principalmente porque Minas Gerais tradicionalmente recebe atenção especial nas eleições nacionais. O estado reúne mais de 16 milhões de eleitores e, historicamente, seu comportamento nas urnas costuma ser observado como um importante indicador do ambiente político brasileiro.
A fotografia das pesquisas, porém, não é exatamente igual entre os institutos. Isso é comum em períodos eleitorais, principalmente quando a campanha ainda está em andamento e os eleitores podem modificar suas escolhas.
Na pesquisa Quaest divulgada em setembro, por exemplo, Lula apareceu com 31% das intenções de voto no primeiro turno em Minas Gerais, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 27%. O mesmo levantamento mostrou 15% de eleitores indecisos e 8% que declararam voto branco, nulo ou que não pretendiam votar.
Já uma pesquisa AtlasIntel divulgada anteriormente apresentou números diferentes. Naquele levantamento, realizado entre 30 de agosto e 4 de setembro, Lula tinha 44,3% das intenções de voto, contra 35,4% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro informada era de dois pontos percentuais.
A diferença entre os resultados reforça um ponto importante: pesquisa eleitoral representa um retrato de determinado período. Data da coleta, metodologia, tamanho da amostra, questionário e margem de erro precisam ser considerados antes de qualquer comparação.
O interesse pelo eleitorado mineiro não acontece por acaso. Além do peso eleitoral, Minas Gerais possui características bastante variadas. A realidade política e econômica da capital Belo Horizonte, por exemplo, não necessariamente é a mesma encontrada no interior ou em regiões metropolitanas.
Por isso, os institutos costumam analisar os resultados também por faixa etária, renda, escolaridade, religião e outras características dos entrevistados. Esses recortes ajudam a compreender como diferentes grupos estão respondendo às opções apresentadas.
A pesquisa AtlasIntel, por exemplo, identificou diferenças relevantes entre determinados segmentos do eleitorado mineiro. O levantamento também testou diferentes cenários de segundo turno, mostrando que os resultados variavam conforme o adversário apresentado.
Outro levantamento divulgado nesta semana reforçou a proximidade entre os principais nomes. A pesquisa Datafolha apontou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em Minas Gerais em um eventual segundo turno, com 46% e 45%, respectivamente, considerando a margem de erro informada pelo instituto.
O cenário ainda pode passar por alterações conforme a campanha avance. Novos debates, entrevistas, alianças, programas eleitorais e acontecimentos nacionais podem influenciar a percepção dos eleitores.



