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Mendonça pede apoio técnico à PF após dificuldade para acessar dados do celular de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acionou a Polícia Federal neste sábado, 19 de setembro, após seu gabinete enfrentar dificuldades para acessar os dados extraídos de um dos celulares apreendidos com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Em ofício encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o magistrado informou que o material fornecido pela corporação ainda não pôde ser consultado de forma efetiva pela equipe responsável pela análise. A situação levou Mendonça a solicitar apoio técnico para identificar a origem do problema e permitir o acesso ao conteúdo. Até o momento, não há confirmação pública de irregularidade no material, e as informações disponíveis apontam apenas para possibilidades técnicas ou operacionais relacionadas ao acesso ou à mídia entregue ao gabinete.

Segundo o documento encaminhado à Polícia Federal, a equipe do ministro não conseguiu abrir integralmente os arquivos armazenados na mídia disponibilizada pelos investigadores. Mendonça registrou que a dificuldade poderia estar relacionada a questões técnicas de operação ou a algum problema no próprio suporte utilizado para disponibilizar as informações. Diante disso, solicitou que profissionais da corporação prestem auxílio ao gabinete e façam uma conferência da integridade do material entregue. A intenção é identificar o obstáculo que impede a consulta aos arquivos e viabilizar a análise das informações. A solicitação ocorre depois de a PF ter concluído, na quinta-feira, 17 de setembro, o compartilhamento dos dados com os gabinetes de Mendonça e do ministro Luiz Fux, que haviam solicitado acesso ao material.

O episódio ganhou atenção porque o conteúdo do celular de Vorcaro integra investigações relacionadas ao Banco Master e vem sendo objeto de diferentes procedimentos no Supremo. A Polícia Federal reuniu informações obtidas de aparelhos eletrônicos durante as apurações, e parte desse conteúdo passou a ser solicitada por integrantes da Corte. Nos últimos dias, diferentes ministros buscaram acesso aos arquivos, ampliando a atenção sobre os procedimentos adotados para armazenamento, reprodução e disponibilização dos dados. Neste sábado, também foi informado que Luiz Fux enfrentou dificuldade semelhante para consultar a cópia recebida da PF. O STF confirmou ao portal Migalhas que o ministro encontrou o mesmo tipo de problema, circunstância que levou ambos os gabinetes a buscar auxílio técnico para acessar adequadamente o material recebido.

A Polícia Federal informou anteriormente que mantém sob sua custódia o material original obtido durante a extração dos aparelhos e que possui condições técnicas de produzir cópias para autoridades autorizadas a receber os dados. Esse detalhe ajuda a compreender a diferença entre o conteúdo original preservado pela corporação e as mídias posteriormente disponibilizadas aos gabinetes. Portanto, uma dificuldade para abrir determinada cópia não permite concluir, por si só, que as informações originais tenham sido perdidas, modificadas ou comprometidas. Até a publicação das informações disponíveis neste sábado, não havia confirmação pública de dano, alteração ou desaparecimento dos dados. O pedido feito por Mendonça busca justamente esclarecer tecnicamente a situação e possibilitar o acesso antes que qualquer conclusão sobre a origem do problema seja estabelecida.

A discussão acontece em um momento de atenção no Supremo sobre o acesso às informações extraídas do aparelho de Vorcaro. Ministros como Cristiano Zanin e Gilmar Mendes já haviam recebido o conteúdo solicitado, enquanto Mendonça e Fux também requereram acesso à íntegra do material. Em outro episódio relacionado ao caso, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que a Polícia Federal prestasse informações sobre a custódia do material extraído do celular e sobre as condições em que ele se encontrava. Fachin tomou a medida após pedidos de integrantes da Corte por acesso às informações. O histórico demonstra que o compartilhamento e a preservação desses arquivos passaram a ocupar espaço relevante nos procedimentos em andamento, especialmente porque o conteúdo reúne informações que continuam sendo examinadas pelas autoridades e podem estar submetidas a diferentes níveis de sigilo.

Com o novo ofício, caberá agora à Polícia Federal verificar tecnicamente o material encaminhado e oferecer o suporte solicitado para que os arquivos possam ser consultados. O fato confirmado até o momento é objetivo: André Mendonça comunicou formalmente que seu gabinete não conseguiu acessar efetivamente o conteúdo disponibilizado e pediu auxílio à corporação para superar a dificuldade. Qualquer interpretação que atribua o episódio a uma ação intencional, tentativa de ocultação ou alteração das informações não encontra, neste momento, comprovação nas informações públicas disponíveis. A análise técnica poderá esclarecer se a dificuldade está relacionada à mídia fornecida, ao formato dos arquivos, ao procedimento necessário para abertura dos dados ou a outro fator operacional. Até que essa verificação seja concluída e novas informações sejam oficialmente apresentadas, o caso permanece acompanhado de perto em razão da relevância das investigações envolvendo o Banco Master e das discussões no Supremo sobre o acesso ao material.

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