Corpo de brasiliense está sob escombros de hospital após terremoto na Venezuela

A dor da família de Vanessa Zacarias da Silva ganhou um novo capítulo nos últimos dias. Depois da confirmação da morte da brasileira de 44 anos durante os terremotos que atingiram a Venezuela, os parentes agora enfrentam outro desafio: o corpo da modelo ainda não foi localizado entre os escombros do hospital que desabou em Caracas.
Natural do Gama, no Distrito Federal, Vanessa havia construído uma vida marcada por viagens e novos recomeços. Nos últimos meses, morava na capital venezuelana ao lado do namorado, mas também mantinha fortes laços com o Brasil e o México, onde trabalhou durante anos como modelo.
Segundo familiares, tudo aconteceu de forma muito rápida.
A casa onde o casal estava desabou durante os primeiros tremores registrados na noite de quarta-feira, 24 de junho. Mesmo ferida, Vanessa foi retirada dos escombros pelo companheiro, que conseguiu levá-la até um hospital em busca de atendimento.
Entretanto, antes que pudesse receber cuidados médicos, a unidade de saúde também foi atingida e acabou desabando.
Desde então, equipes de resgate trabalham na remoção dos destroços, enquanto familiares acompanham, à distância, cada atualização das buscas.
A expectativa agora é que o corpo seja encontrado para que possa ser levado ao Brasil. Sem essa confirmação, o sofrimento da família permanece cercado por incertezas.
Em entrevista ao portal Metrópoles, uma das irmãs de Vanessa relatou o sentimento vivido por todos neste momento delicado. Segundo ela, o maior desejo da família é conseguir realizar uma despedida digna, cercada pelos parentes e amigos que acompanharam a trajetória da modelo ao longo da vida.
A espera tem sido marcada por ansiedade e tristeza. Cada notícia vinda da Venezuela é acompanhada com esperança de que as equipes consigam localizar Vanessa entre os escombros. Enquanto isso, familiares seguem em contato com autoridades e aguardam informações sobre os próximos passos para o traslado ao Brasil.
A história de Vanessa também revela uma vida dividida entre diferentes países. Há cerca de dez anos, ela conheceu o namorado venezuelano enquanto trabalhava no México. Desde então, passou a alternar temporadas entre os três lugares, conciliando compromissos profissionais com as visitas frequentes à família brasileira e a convivência com os familiares do companheiro.
Quem conviveu com Vanessa lembra de uma mulher dedicada à profissão, apaixonada por viajar e sempre próxima das pessoas que amava. Nas redes sociais, amigos têm publicado mensagens de carinho e solidariedade aos familiares, demonstrando apoio durante este período tão difícil.
Os terremotos que atingiram a Venezuela deixaram um cenário de destruição em diferentes regiões, mobilizando equipes de resgate e voluntários em uma corrida contra o tempo para localizar vítimas e sobreviventes. Em meio a esse trabalho intenso, a família da brasileira segue alimentando a esperança de conseguir trazê-la de volta ao país.
Enquanto as buscas continuam, parentes e amigos aguardam apenas uma oportunidade de encerrar esse ciclo com respeito e dignidade. Para eles, mais do que uma despedida, esse momento representa a chance de prestar a última homenagem a uma mulher que construiu sua história entre três países, mas que jamais perdeu suas raízes brasileiras.



