Janja vai às lágrimas durante cerimônia importante

A primeira-dama Janja da Silva se emocionou ao recordar a morte da mãe, Vani Ferreira, vítima da Covid-19, durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto para marcar a criação do Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. O evento reuniu autoridades, profissionais da saúde e representantes de movimentos sociais, além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também aproveitou a ocasião para fazer críticas à condução da pandemia durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ao falar sobre a perda da mãe, Janja ficou com os olhos marejados e relembrou o impacto emocional provocado pela pandemia em milhares de famílias brasileiras. Ela contou que Vani Ferreira sofria de Alzheimer e afirmou que já estava psicologicamente preparada para lidar com o avanço da doença, mas disse que a morte causada pela Covid representou um choque inesperado e doloroso. A primeira-dama afirmou que foi difícil aceitar que a mãe tenha partido em meio ao cenário caótico vivido pelo país durante a crise sanitária.
Durante o discurso, Janja também criticou o negacionismo relacionado às vacinas e comentou episódios recentes envolvendo desinformação sobre produtos de limpeza. Sem citar nomes diretamente, ela mencionou pessoas que estariam incentivando práticas perigosas relacionadas ao consumo de substâncias inadequadas. Segundo a primeira-dama, a disseminação de notícias falsas e a resistência à vacinação continuam trazendo consequências graves para a população brasileira.
A fala ocorreu em meio ao lançamento oficial da data nacional em homenagem às vítimas da Covid-19, que passará a ser lembrada anualmente em 12 de março. O governo federal escolheu a data em referência à morte da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, considerada a primeira vítima fatal da doença registrada no Brasil, em 2020. O evento teve tom simbólico e buscou reforçar a importância da memória das vítimas e da valorização da ciência.
O presidente Lula também utilizou a cerimônia para relembrar declarações dadas durante a pandemia e voltou a criticar a postura adotada pelo governo Bolsonaro naquele período. Em sua fala, o petista afirmou que o país viveu momentos de desinformação e negacionismo que prejudicaram o enfrentamento da crise sanitária. Lula disse ainda que autoridades públicas deveriam ter ouvido especialistas e cientistas com mais atenção durante os momentos mais críticos da pandemia.
Além das críticas, Lula apresentou uma cartilha voltada para militantes e apoiadores do governo com conteúdos sobre a gestão da pandemia no Brasil. Segundo o presidente, o material reúne declarações e decisões tomadas ao longo da crise sanitária e tem como objetivo preservar a memória do período. Ele afirmou que é importante que a população continue debatendo os erros cometidos para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.
O evento também contou com homenagens às vítimas da Covid-19 e discursos de representantes da área da saúde. Dados lembrados durante a cerimônia apontam que o Brasil registrou centenas de milhares de mortes provocadas pela doença entre 2020 e 2022. Em determinados momentos da pandemia, o país chegou a liderar índices globais de mortalidade e enfrentou forte pressão sobre o sistema de saúde, cenário que marcou profundamente a sociedade brasileira e continua gerando repercussões políticas e emocionais.



