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Urgente: Moraes ordena apreensão de celular de cozinheira de Bolsonaro em nova ofensiva

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro do debate político e jurídico nacional após uma nova decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, envolvendo o cumprimento da prisão domiciliar autorizada por motivos de saúde. Desta vez, Moraes permitiu que a cozinheira da família Bolsonaro tenha acesso rotineiro à residência onde o ex-presidente permanece em Brasília, mas determinou regras rígidas de segurança para a entrada da funcionária. A medida rapidamente repercutiu nos bastidores políticos e movimentou apoiadores e críticos do ex-chefe do Executivo nas redes sociais.

Segundo a decisão assinada pelo ministro na última quarta-feira (6), a funcionária poderá entrar normalmente no imóvel para desempenhar suas atividades profissionais, mas deverá passar por vistoria prévia sempre que chegar ao local. Além disso, celulares e quaisquer aparelhos eletrônicos precisarão ficar retidos com os agentes responsáveis pela segurança da residência. O objetivo, segundo o despacho, é manter o controle das condições impostas pela Justiça enquanto Bolsonaro permanece em regime domiciliar.

O pedido havia sido apresentado pela defesa do ex-presidente ao STF. Os advogados argumentaram que a presença diária da cozinheira era necessária para garantir o funcionamento da rotina doméstica e auxiliar nos cuidados relacionados ao tratamento de saúde de Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar após autorização concedida em razão de um quadro de broncopneumonia, condição que motivou acompanhamento médico constante nas últimas semanas.

A autorização, porém, veio acompanhada de limitações consideradas rigorosas por aliados do ex-presidente. Pessoas próximas a Bolsonaro avaliam que Moraes tem mantido um controle detalhado sobre todas as movimentações relacionadas ao ambiente da residência. A exigência de vistoria e retenção de eletrônicos passou a ser vista nos bastidores como mais um reflexo da tensão existente entre o magistrado e integrantes do grupo político ligado ao ex-presidente.

Outro pedido feito pela defesa acabou negado pelo ministro. Os advogados tentaram obter autorização para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, pudesse frequentar o imóvel para atuar como cuidador de Bolsonaro. Moraes, no entanto, rejeitou a solicitação após entender que ele não possui qualificação técnica na área da saúde. A decisão reforçou a posição do STF de limitar acessos considerados não essenciais ao ambiente onde o ex-presidente permanece.

Nos corredores de Brasília, o caso segue provocando debates intensos. Enquanto apoiadores de Bolsonaro afirmam que as medidas impostas representam excesso de rigor judicial, aliados do governo e defensores das decisões do STF argumentam que o cumprimento das regras é necessário diante da gravidade dos processos envolvendo o ex-presidente. O clima político permanece dividido, especialmente porque Bolsonaro continua sendo uma das figuras mais influentes da direita brasileira mesmo após deixar o Palácio do Planalto.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão, Bolsonaro aguarda agora uma nova definição judicial sobre sua situação. Alexandre de Moraes deverá analisar nas próximas semanas se o ex-presidente continuará em prisão domiciliar ou se retornará ao 19º Batalhão da Polícia Militar de Brasília, unidade conhecida informalmente nos bastidores políticos como “Papudinha”. A expectativa em torno da decisão mantém o ambiente político em alerta, principalmente diante da forte repercussão que qualquer novo desdobramento envolvendo Bolsonaro costuma provocar no cenário nacional.

 

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