Luto na estrada: Saiba quem eram os 5 familiares que perderam a vida na BR-393

Uma viagem em família com destino ao litoral do Rio de Janeiro terminou em uma tragédia na manhã de sábado (10), após uma colisão envolvendo quatro carros e uma carreta na BR-393, em Barra do Piraí, no estado do Rio de Janeiro. O acidente aconteceu na altura do quilômetro 252, nas proximidades do Trevo do Matadouro, e deixou cinco pessoas mortas, todas integrantes da mesma família. Os familiares moravam em Juiz de Fora, em Minas Gerais, e seguiam para Paraty quando o veículo em que estavam se envolveu na colisão. A ocorrência mobilizou equipes de resgate e provocou a interdição temporária da rodovia.
As vítimas foram identificadas como Anderson Nocelli Clemente, sua esposa, Jussara Oliveira Tertuliano Clemente, a filha do casal, Sarah Nocelli, além de Marcela Tertuliano, cunhada de Anderson, e Bernardo Tertuliano Visona, filho de Marcela. A confirmação dos nomes trouxe ainda mais atenção para o caso, que repercutiu em Juiz de Fora devido à atuação profissional de alguns dos familiares e aos vínculos que mantinham com instituições da cidade. As cinco pessoas morreram no local ou em decorrência da ocorrência, conforme as informações divulgadas sobre o acidente.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o automóvel ocupado pela família trafegava no sentido Volta Redonda, enquanto a carreta, carregada com pisos, seguia na direção contrária. A colisão frontal ocorreu durante o deslocamento dos veículos pela rodovia, mas as circunstâncias exatas que levaram ao acidente ainda dependem da apuração das autoridades. Além dos automóveis envolvidos, a presença da carreta e a quantidade de veículos atingidos tornaram necessário um trabalho de atendimento e organização do tráfego no trecho.
As equipes de emergência foram mobilizadas para atender as vítimas e prestar assistência às pessoas que estavam nos demais veículos. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, outras nove pessoas ficaram feridas ao longo da ocorrência. Desse total, cinco recusaram atendimento médico no local, enquanto quatro foram encaminhadas para hospitais da região. As condições clínicas detalhadas dos feridos não foram informadas no relato divulgado. O atendimento exigiu a atuação conjunta dos profissionais de resgate e das equipes responsáveis pela segurança viária.
Durante os trabalhos, a pista da BR-393 permaneceu totalmente interditada para permitir o atendimento às vítimas, a remoção dos veículos e a realização dos procedimentos necessários. A rodovia foi liberada por volta das 11h40, após a conclusão das principais atividades no local. A interrupção temporária do fluxo afetou a circulação de motoristas que passavam pelo trecho, especialmente por se tratar de uma via utilizada para deslocamentos entre municípios do interior fluminense. A liberação ocorreu depois que as equipes conseguiram avançar nos trabalhos de atendimento e organização da área.
Após a ocorrência, os corpos das cinco vítimas foram removidos pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Volta Redonda. As cerimônias de despedida foram programadas para domingo (11), no cemitério Parque da Saudade, em Juiz de Fora. A cidade mineira, onde a família residia, passou a acompanhar os desdobramentos do caso, enquanto familiares, amigos e pessoas próximas se preparavam para prestar as últimas homenagens. A notícia também motivou manifestações de pesar de instituições ligadas à trajetória profissional das vítimas.
Anderson e Jussara eram proprietários de uma escola em Juiz de Fora, segundo as informações divulgadas. Anderson também já havia ocupado um cargo de gestão na Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), na Regional Zona da Mata. A atuação do casal no setor educacional e a ligação de Anderson com o meio empresarial fizeram com que a ocorrência tivesse repercussão entre integrantes dessas comunidades. Entidades educacionais e empresariais publicaram notas de pesar, expressando solidariedade aos familiares e às pessoas próximas.
A perda de cinco integrantes de uma mesma família em um único acidente também chama a atenção para os riscos presentes nas rodovias e para a importância da apuração das circunstâncias de colisões graves. Em situações como essa, a análise técnica dos veículos, das condições da pista, dos vestígios encontrados e dos relatos de testemunhas pode ajudar a esclarecer a dinâmica do ocorrido. No caso da BR-393, as informações iniciais apontam para uma colisão frontal, mas ainda não permitem estabelecer, de forma conclusiva, o que provocou o acidente.
As causas da colisão seguem sob investigação das autoridades policiais do Rio de Janeiro. A apuração deverá reunir os elementos disponíveis para reconstruir a sequência dos acontecimentos e esclarecer como os veículos se envolveram no acidente. Até que os resultados sejam apresentados, não é possível atribuir responsabilidade a qualquer um dos condutores com base apenas nas informações iniciais.
O acidente interrompeu a viagem da família que seguia de Juiz de Fora para Paraty e deixou outras pessoas feridas, além de mobilizar equipes de emergência e provocar a interdição da rodovia durante parte da manhã. Enquanto as autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias da ocorrência, familiares, amigos e instituições ligadas às vítimas enfrentam o período de despedida. Novas informações oficiais poderão trazer detalhes adicionais sobre a investigação e sobre os fatores que contribuíram para a colisão.



