Luto na televisão: morre Edson Silva, que interpretou o motorista Heitor na Globo

O ator e dublador Edson Silva morreu aos 95 anos, conforme informações divulgadas em 10 de outubro de 2026. O artista ficou conhecido por sua participação na novela “Laços de Família”, da TV Globo, na qual interpretou Heitor, motorista da personagem Alma, vivida por Marieta Severo. Ao longo da carreira, também construiu uma trajetória no teatro, no cinema e na dublagem, participando de produções que marcaram diferentes fases do entretenimento brasileiro. A causa da morte não foi divulgada.
A notícia do falecimento foi compartilhada pelo perfil Dublapédia Brasil, que prestou uma homenagem ao profissional e relembrou um de seus trabalhos mais conhecidos na televisão. A publicação destacou justamente sua atuação como Heitor na novela, personagem que ajudou a tornar seu rosto familiar para o público. A repercussão da notícia trouxe novamente atenção à carreira de um artista que trabalhou em diferentes áreas da interpretação e acompanhou importantes transformações do setor audiovisual brasileiro.
Nascido em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 25 de outubro de 1930, Edson Silva mudou-se para o Rio de Janeiro no início da década de 1950 para seguir a carreira artística. Na capital fluminense, estudou teatro com Paschoal Carlos Magno e desenvolveu uma trajetória que se estendeu por quase três décadas nos palcos. Entre os espetáculos dos quais participou estão “Sinhá Moça”, “Lampião” e “O Auto da Compadecida”, obras conhecidas do repertório teatral brasileiro. Além de atuar, ele também chegou a dirigir peças ao longo de sua carreira.
No cinema, Edson integrou o elenco de produções como “Quem Matou Pacífico?” e “Mineirinho Vivo ou Morto”. Na televisão, trabalhou em diferentes emissoras, incluindo Tupi, Rio, Continental, Manchete e Globo. Sua atuação esteve frequentemente ligada a personagens coadjuvantes, papel importante na construção das histórias exibidas ao público. Mesmo sem ocupar sempre o centro das tramas, artistas com esse perfil contribuem para dar consistência aos enredos e criar personagens que permanecem na memória dos espectadores.
Outra parte importante de sua trajetória foi a dublagem, atividade que começou no início dos anos 1960. Edson Silva trabalhou em estúdios como Herbert Richers e Dublasom Guanabara, participando de uma área fundamental para a adaptação de produções estrangeiras ao público brasileiro. Ele permaneceu ligado à Herbert Richers até o início da década de 1980, quando deixou essa atividade para se dedicar à televisão. A experiência na dublagem ampliou sua atuação profissional e demonstrou a versatilidade desenvolvida ao longo de décadas no meio artístico.
A morte de Edson Silva encerra uma trajetória marcada pela passagem por diferentes formatos de produção cultural, do palco às telas e aos estúdios de gravação. Sua participação em “Laços de Família” permanece entre os trabalhos lembrados pelo público, enquanto suas experiências no teatro e no cinema mostram a amplitude de sua carreira. Até a divulgação da notícia, não havia informação pública sobre a causa da morte. O artista deixa como legado uma longa contribuição à dramaturgia e à dublagem brasileiras, em uma carreira construída ao longo de várias décadas.



