Inmet emite alerta de tempestades com risco de granizo em sete estados brasileiros

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta semana, um alerta de perigo potencial para a ocorrência de tempestades acompanhadas de raios, ventos fortes e possível queda de granizo em áreas de sete estados brasileiros. A previsão abrange regiões de Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com maior intensidade observada especialmente no sábado, 25 de julho.
De acordo com os meteorologistas, as instabilidades atmosféricas resultam do avanço de sistemas de baixa pressão combinados com ar quente e úmido, condições favoráveis à formação de nuvens convectivas. Essas nuvens podem gerar pancadas de chuva intensas, com volumes entre 20 e 50 milímetros por hora em curtos intervalos, além de rajadas de vento que chegam a 60 km/h e, pontualmente, granizo. Embora o alerta seja classificado como de perigo potencial, as autoridades recomendam que a população esteja atenta aos sinais do tempo e adote medidas preventivas.
No Centro-Oeste, o leste de Mato Grosso do Sul aparece entre as áreas mais expostas, incluindo municípios como Dourados, Campo Grande e Três Lagoas. No extremo sul de Goiás, cidades como Itumbiara e Catalão também demandam atenção. A Região Sul registra foco especial no norte e oeste do Paraná, com destaque para Londrina, Maringá, Cianorte e Apucarana. Em São Paulo, o alerta se estende a diversas regiões, desde o interior até áreas metropolitanas, enquanto Minas Gerais concentra o risco no centro-sul do estado.
No Sudeste, o oeste do Rio de Janeiro e do Espírito Santo completam o quadro de instabilidades. Especialistas indicam que, embora os temporais sejam comuns nesta época do ano em boa parte do país, a combinação de fatores atmosféricos atuais eleva o potencial para eventos mais localizados e intensos. Imagens registradas recentemente em diferentes localidades já mostraram os efeitos de granizo, com pedras de gelo danificando telhados e plantações em algumas áreas.
Paralelamente, o Rio Grande do Sul segue sob monitoramento rigoroso. Após um período de chuvas persistentes, a Defesa Civil estadual projeta nova sequência de instabilidades a partir do domingo, com possibilidade de acumulados elevados, ventos intensos e risco de granizo em várias regiões. Modelos meteorológicos indicam volumes que podem superar 100 milímetros em 24 horas em pontos isolados, o que reforça a atenção para rios e áreas de encosta. Equipes de resposta já se preparam para eventuais ocorrências, priorizando o suporte a comunidades mais vulneráveis.
As condições de tempo severo não se limitam ao Sul e Sudeste. No interior do país, especialmente em Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e partes do Matopiba, a umidade relativa do ar permanece baixa, o que exige cuidados adicionais com hidratação e prevenção de incêndios. Já no Nordeste, a tendência é de redução gradual das chuvas, com precipitações mais restritas ao litoral entre Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Diante desse cenário, órgãos de defesa civil orientam a população a seguir recomendações básicas de segurança. Em caso de tempestade, evite áreas abertas, não se abrigue debaixo de árvores ou próximo a postes e torres de transmissão. Desligue aparelhos eletrônicos da tomada para reduzir riscos de surtos de energia. Motoristas devem reduzir a velocidade em trechos com chuva forte, evitando aquaplanagem. Famílias que vivem em áreas de encosta ou próximas a rios devem monitorar alertas locais e ter um plano de evacuação simples, caso necessário.
As autoridades destacam ainda a importância de acompanhar atualizações por meio dos canais oficiais do Inmet, da Defesa Civil e de prefeituras. Aplicativos e sites especializados permitem visualizar em tempo real os mapas de alertas, facilitando o planejamento diário. Agricultores e produtores rurais, especialmente aqueles com cultivos sensíveis ao granizo, podem adotar medidas de proteção, como o uso de redes ou seguro agrícola, para minimizar perdas.
Eventos climáticos como esses refletem a variabilidade natural do clima brasileiro, influenciada por fenômenos de larga escala. Especialistas reforçam que a preparação contínua e o investimento em infraestrutura resiliente são fundamentais para reduzir impactos em um país de dimensões continentais e diversidade geográfica acentuada.
Enquanto os sistemas atmosféricos seguem evoluindo, a recomendação geral é de cautela sem pânico. A maioria dos temporais passa rapidamente, mas a organização prévia faz toda a diferença na proteção de vidas e bens. Moradores das regiões em alerta devem manter-se informados e prontos para agir conforme as orientações das autoridades competentes.



