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Apoio psicológico: Relato da filha de PM Gisele expõe a dor de familiares após perda na segurança pública

A audiência que investiga a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, trouxe à tona novos relatos que emocionaram familiares, autoridades e pessoas que acompanham o caso. Realizada nesta quarta-feira (1º), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, a sessão reuniu depoimentos que lançaram novos elementos sobre os acontecimentos que antecederam a morte da policial e, principalmente, sobre as consequências deixadas para a filha de apenas sete anos. Durante os testemunhos, parentes descreveram as mudanças na rotina da criança desde a perda da mãe e afirmaram que ela ainda enfrenta dificuldades para lidar com a ausência. O caso segue sendo acompanhado de perto pela Justiça e continua despertando grande repercussão devido às circunstâncias que envolvem a investigação.

O principal investigado é o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido de Gisele Alves Santana. Ele responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual, mas nega as acusações. A defesa sustenta que a policial tirou a própria vida, versão que continua sendo contestada pelos familiares da vítima. Durante a audiência, também foi realizado o chamado depoimento especial da filha do casal, procedimento previsto pela legislação para ouvir crianças em ambiente adequado e com acompanhamento especializado, buscando preservar sua integridade emocional. O conteúdo desse depoimento permanece sob sigilo judicial, conforme determina a legislação voltada à proteção de menores de idade.

Atualmente, a menina vive com os avós maternos e passa parte dos fins de semana com o pai biológico, ex-companheiro de Gisele. Segundo os familiares, a rotina da criança mudou completamente após a morte da mãe. Pessoas próximas relataram que ela ainda demonstra sinais frequentes de tristeza e sente profundamente a ausência da policial, especialmente durante a noite. Os avós afirmam que o processo de adaptação tem sido delicado e que toda a família busca oferecer acolhimento para ajudar a menina a enfrentar esse período. O relato emocionou os presentes na audiência e reforçou o impacto humano provocado pelo caso.

Em um dos momentos mais marcantes da sessão, Marinalva, mãe de Gisele, falou sobre o sofrimento vivido pela neta desde a perda da mãe. Bastante emocionada, ela contou que a criança mantinha uma relação extremamente próxima com a policial e que costumava dormir abraçada com ela todas as noites. Segundo a avó, a menina ainda chora com frequência e demonstra preocupação sempre que percebe os avós abalados emocionalmente. O depoimento evidenciou o vínculo afetivo existente entre mãe e filha e mostrou como a ausência de Gisele continua sendo sentida diariamente dentro da família. As declarações comoveram pessoas presentes no Fórum e repercutiram entre aqueles que acompanham o caso.

Durante a audiência, os familiares também reafirmaram a convicção de que Gisele Alves Santana foi vítima de feminicídio. Segundo os relatos apresentados à Justiça, a policial vinha enfrentando dificuldades no relacionamento com o marido e teria compartilhado com pessoas próximas episódios de conflitos e situações que lhe causavam sofrimento emocional. Conforme os depoimentos, poucos dias antes de sua morte, Gisele chegou a procurar os pais em busca de apoio para deixar o apartamento onde morava. Entretanto, posteriormente informou que pretendia conversar novamente com o companheiro antes de tomar uma decisão definitiva. Essas informações passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pela investigação.

Enquanto o processo avança, a Justiça continua ouvindo testemunhas e reunindo provas para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao caso. A acusação e a defesa apresentam versões distintas sobre o ocorrido, e caberá ao Poder Judiciário avaliar o conjunto das evidências produzidas ao longo da instrução processual. Especialistas destacam que, em investigações dessa natureza, depoimentos, perícias técnicas e demais provas documentais desempenham papel fundamental para a reconstrução dos fatos. Até que haja uma decisão definitiva, permanece válida a presunção de inocência do acusado, conforme previsto na legislação brasileira.

O caso de Gisele Alves Santana segue despertando atenção não apenas pelo andamento da investigação, mas também pelo impacto causado na vida de uma criança que precisou reconstruir sua rotina após a perda da mãe. Os relatos apresentados durante a audiência reforçam o lado humano do processo e evidenciam o sofrimento enfrentado pelos familiares desde o ocorrido. A expectativa agora é pelas próximas etapas da ação judicial, que deverão contribuir para o esclarecimento dos fatos e para a definição das responsabilidades, sempre respeitando o devido processo legal. Enquanto isso, a família continua buscando forças para apoiar a menina e preservar a memória da policial, cuja história permanece no centro das discussões acompanhadas pela Justiça paulista.

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