Mãe desmente boatos e faz apelo após 4 meses do desaparecimento dos filhos

O desaparecimento de duas crianças em Bacabal, no interior do Maranhão, continua cercado de dúvidas e apreensão. Quatro meses após Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, sumirem sem deixar pistas, a mãe deles, Clarice Cardoso, voltou a se pronunciar para desmentir informações falsas que circularam nas redes sociais nos últimos dias.
Rumores de que os irmãos teriam sido encontrados começaram a ganhar força em grupos de mensagens e páginas na internet, levando muitas pessoas a procurarem a família em busca de confirmação. Diante da repercussão, Clarice decidiu gravar um desabafo para esclarecer a situação e pedir respeito neste momento delicado.
Segundo ela, as notícias divulgadas não passam de boatos. “Não acreditem nisso. Se meus filhos tivessem sido encontrados, eu seria a primeira a saber”, afirmou a mãe, visivelmente abalada com a quantidade de informações desencontradas que têm surgido desde o desaparecimento das crianças.
O caso aconteceu no dia 4 de janeiro, em um vilarejo da região de Bacabal. Na ocasião, Ágatha e Allan desapareceram junto do primo Anderson Kauã. O menino foi localizado três dias depois, mas as outras duas crianças continuam sem paradeiro conhecido.
Na época, o desaparecimento mobilizou moradores, voluntários e equipes das forças de segurança. As buscas chegaram a reunir centenas de pessoas em áreas de mata, rios e estradas próximas ao local onde os pequenos foram vistos pela última vez. Mesmo com toda a mobilização, nenhuma pista concreta foi encontrada até agora.
Clarice contou que continua procurando respostas diariamente. Segundo ela, as conversas mais recentes com a polícia indicam apenas que as investigações seguem em andamento, mas sem novidades relevantes. A falta de informações tem aumentado ainda mais a angústia da família.
“São quatro meses e ninguém consegue me dizer o que aconteceu com meus filhos”, lamentou.
A mãe também revelou acreditar que as crianças possam ter sido levadas por alguém. Para ela, a ausência de vestígios reforça essa suspeita. Clarice explica que, devido ao grande número de pessoas envolvidas nas buscas logo nos primeiros dias, seria difícil que nenhum sinal tivesse sido encontrado caso os pequenos apenas tivessem se perdido na mata.
O desaparecimento das crianças gerou forte comoção no Maranhão e continua sendo acompanhado por milhares de pessoas nas redes sociais. Frequentemente, moradores da região compartilham fotos de Ágatha e Allan na esperança de que alguma informação nova possa surgir.
Nos últimos meses, casos semelhantes em diferentes partes do Brasil também reacenderam debates sobre a importância de respostas rápidas em investigações envolvendo crianças desaparecidas. Especialistas costumam destacar que as primeiras horas são decisivas para reunir pistas e ampliar as chances de localização.
Enquanto isso, Clarice segue enfrentando a rotina marcada pela espera e pela incerteza. Ela afirma contar apenas com o apoio do marido, Márcio, padrasto das crianças, que tem acompanhado todas as idas à delegacia e tentativas de obter notícias.
Mesmo diante do desgaste emocional, a mãe diz que não pretende desistir de buscar respostas. Nas redes sociais, ela continua compartilhando fotos dos filhos e pedindo que qualquer informação verdadeira seja comunicada às autoridades.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Maranhão. Até o momento, não houve divulgação de novas pistas sobre o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael.



