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Rastro de Mistério: Mensagens e festa de despedida marcam as últimas horas de primas sumidas

O desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, continua cercado de mistério e mobilizando forças de segurança no norte do Paraná. Nos últimos dias, a Polícia Civil conseguiu reconstruir uma linha do tempo detalhada dos últimos passos das jovens antes do sumiço, utilizando imagens de câmeras de segurança, registros feitos em redes sociais e depoimentos de testemunhas. A nova cronologia do caso trouxe informações que aumentaram ainda mais a repercussão em torno das investigações e ampliaram a angústia das famílias, que seguem sem respostas concretas sobre o paradeiro das primas.

Segundo os investigadores, Sttela e Letycia deixaram a cidade de Cianorte na noite de domingo, dia 20, por volta das 22h39. As duas entraram em uma caminhonete conduzida por Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, apontado como principal suspeito do caso. De acordo com a polícia, Letycia conhecia o homem pelo nome de “Davi”, identidade que ele utilizava para se apresentar socialmente. Pouco tempo depois do início da viagem, o veículo foi registrado entrando na cidade de Jussara, onde Sttela teria feito uma rápida parada na casa da mãe para buscar uma mochila antes de seguir viagem.

As investigações apontam que, após deixarem Jussara, as jovens seguiram pela rodovia PR-323 em direção à região de Maringá. Durante o percurso, Sttela realizou publicações nas redes sociais mostrando momentos aparentemente descontraídos dentro da caminhonete. Em uma das imagens divulgadas pela própria jovem, ela aparece segurando uma garrafa de bebida enquanto música tocava ao fundo. A legenda da publicação chamou atenção dos investigadores: “Qual será o nosso destino KKKK”, escreveu Sttela horas antes do desaparecimento.

Já durante a madrugada de segunda-feira (21), uma nova publicação foi registrada pela jovem. Desta vez, a imagem foi feita em um trecho localizado no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. O principal suspeito aparecia na fotografia, enquanto Letycia era apenas marcada na postagem. Segundo a Polícia Civil, essas imagens passaram a ser consideradas peças importantes na tentativa de reconstruir os últimos momentos das primas antes do desaparecimento.

A cronologia montada pelos investigadores mostra ainda que, por volta de 1h10 da madrugada, câmeras de segurança flagraram Sttela, Letycia e Clayton entrando em uma boate localizada em Paranavaí. Dentro da casa noturna, imagens registraram as duas jovens caminhando de mãos dadas pelo local. Para a polícia, esse é o último registro confirmado das primas com vida antes do desaparecimento. Poucas horas depois, às 3h17 da madrugada, Sttela apareceu online pela última vez no WhatsApp.

Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores envolve os registros digitais do principal suspeito. Segundo a Polícia Civil, Clayton Antônio da Silva Cruz teria acessado a internet pela última vez apenas na manhã de quarta-feira (23), antes de desaparecer completamente. Desde então, ele é considerado foragido e segue sendo procurado pelas forças de segurança do Paraná. A polícia também investiga o fato de o suspeito utilizar identidades falsas e manter uma vida considerada dupla em diferentes cidades da região.

Enquanto as buscas continuam em áreas rurais e municípios próximos, familiares das jovens vivem dias de desespero e expectativa por respostas. O caso ganhou grande repercussão nacional devido aos detalhes revelados pelas investigações e à sequência de registros feitos pelas próprias primas horas antes do desaparecimento. A Polícia Civil mantém diferentes linhas de investigação em andamento e reforça que qualquer informação pode ser fundamental para esclarecer o que realmente aconteceu com Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes naquela madrugada que terminou cercada de mistério e apreensão.

 

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