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Citada em suposto furto, Suzane von Richthofen pode voltar à cadeia

Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato de seus pais, voltou a ser destaque na mídia nesta semana, agora em meio a uma nova controvérsia judicial. A ex-condenada foi denunciada pela prima, Silvia Gonzalez Magnani, por suposto furto de objetos que pertenciam ao tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em sua residência no início de janeiro, na capital paulista. O caso está sendo acompanhado de perto por autoridades e promete repercussão intensa nos próximos meses.

Segundo informações divulgadas por familiares e fontes jurídicas, a denúncia envolve itens de valor histórico e sentimental, que teriam sido retirados da casa do médico antes da chegada da polícia. A prima de Suzane, responsável pela denúncia, afirma que a ex-condenada teria se apropriado de pertences sem autorização, o que teria motivado a abertura de um inquérito policial para apurar as circunstâncias do caso.

A defesa de Suzane, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que a ex-condenada não teve participação em nenhum ato ilícito relacionado aos objetos. Advogados ouvidos pelo site destacam que ainda não há comprovação formal de furto, e que a investigação segue em fase preliminar, com diligências e coleta de depoimentos de familiares e vizinhos.

A situação reacende o interesse do público e da imprensa sobre a trajetória de Suzane, que há anos mantém uma relação controversa com a mídia e o sistema judiciário brasileiro. Sua liberdade condicional, concedida em 2023 após cumprir parte da pena, já havia sido alvo de debates públicos, e agora o novo episódio promete gerar debates sobre limites legais e responsabilidade civil e criminal de indivíduos em situações similares.

Especialistas em direito penal consultados destacam que, caso a denúncia seja confirmada, Suzane poderá responder criminalmente pelo suposto furto, mesmo estando em liberdade condicional. “A legislação prevê que atos ilícitos cometidos por pessoas em liberdade condicional podem resultar em reavaliação da pena ou, em alguns casos, em novas condenações”, explicou um advogado criminalista, que preferiu não se identificar.

Enquanto isso, familiares do médico falecido permanecem divididos sobre como lidar com a situação. Alguns reforçam a necessidade de apuração rigorosa dos fatos, enquanto outros pedem que a questão seja resolvida de maneira discreta e sem exposição midiática excessiva. O caso mostra a complexidade de disputas familiares envolvendo heranças e objetos de valor afetivo, que muitas vezes acabam ganhando repercussão nacional.

O Ministério Público de São Paulo ainda não divulgou prazos para conclusão da investigação, mas fontes internas indicam que a coleta de provas e o cruzamento de informações devem levar algumas semanas. Até lá, o caso continua cercado de expectativa e atenção do público, que acompanha cada desdobramento de um episódio que mistura história familiar, disputas judiciais e repercussão midiática, mantendo Suzane von Richthofen mais uma vez no centro do debate nacional.

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