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Quando menina autista desapareceu em MG, avó estava distraída

O sábado, 31 de janeiro, começou com o coração apertado para moradores de Jeceaba e de toda a Região Central de Minas Gerais. Chega ao terceiro dia a busca por Alice Maciel Lacerda Lisboa, uma menina de apenas quatro anos, com autismo não verbal, que desapareceu na zona rural do distrito de Bituri. Desde a tarde da última quinta-feira, dia 29, forças de segurança, voluntários e familiares seguem mobilizados, em uma corrida contra o tempo que mistura esperança, fé e muita apreensão.

Alice foi vista pela última vez no sítio dos avós, um lugar conhecido pela família, onde costumava brincar sob o olhar atento dos adultos. O que ninguém imaginava é que uma situação corriqueira, dessas que fazem parte da rotina de qualquer casa, acabaria mudando completamente o rumo daqueles dias. Em entrevista à TV Globo, a mãe da criança, Karine Maciel, de 24 anos, relatou com detalhes como tudo aconteceu, em um depoimento marcado pela emoção.

Segundo Karine, a avó de Alice tentava realizar uma transferência via PIX pelo celular, mas enfrentava dificuldades porque o número estava incorreto. Para resolver o problema, chamou outros familiares que estavam na casa. Em poucos instantes, a atenção de todos se voltou para a tela do telefone. Foi nesse intervalo, descrito como questão de segundos, que Alice saiu do campo de visão dos adultos.

A menina conseguiu abrir o portão da propriedade e foi para a área externa. Quando perceberam sua ausência, ela já não estava mais ali. O que era para ser uma tarde tranquila em família se transformou em angústia, buscas intensas e noites mal dormidas. “Foi muito rápido. Coisa de minutos”, contou a mãe, que estava trabalhando no momento do desaparecimento e recebeu a notícia que nenhum pai ou mãe gostaria de ouvir.

Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, cães farejadores e moradores da região se revezam nas buscas pela área rural, que inclui trechos de mata, estradas vicinais e terrenos de difícil acesso. O clima na comunidade é de solidariedade. Pessoas que nunca viram Alice pessoalmente passaram a ajudar, seja nas buscas, seja compartilhando informações nas redes sociais.

Na sexta-feira, o caso ganhou ainda mais visibilidade após a divulgação de um áudio gravado por Karine, que se espalhou rapidamente pela internet. Em tom de desespero e súplica, a mãe levantou a possibilidade de alguém ter levado a criança e fez um apelo comovente para que, se isso tivesse ocorrido, Alice fosse devolvida ou deixada em um local seguro, com aviso às autoridades.

A situação é ainda mais delicada por conta da condição da menina. Alice é autista e não verbal, o que significa que ela depende de cuidados constantes e não consegue pedir ajuda da forma convencional. A ausência da rotina, da família e do ambiente conhecido aumenta a preocupação de todos os envolvidos nas buscas. Além disso, a mãe revelou que a criança é muito ligada ao irmão, da mesma idade, que sente profundamente sua falta.

Enquanto as horas passam, a esperança segue firme. Cada nova informação é checada, cada área é revisitada, cada oração é feita com o desejo de um desfecho positivo. O caso de Alice mobiliza não apenas uma cidade, mas pessoas de várias partes do estado, que acompanham atentos e torcem para que a menina seja encontrada em segurança e volte para os braços da família o quanto antes.

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