Buscas por Alice entram no 3º dia sem respostas; menina autista sumiu enquanto brincava

As buscas por Alice Maciel Lacerda Lisboa entraram no terceiro dia neste sábado, 31 de janeiro, mantendo Jeceaba e toda a Região Central de Minas Gerais em estado de atenção. A menina, de apenas quatro anos, desapareceu na tarde da última quinta-feira, dia 29, e foi vista pela última vez no sítio da avó, localizado no distrito de Bituri, uma área predominantemente rural e cercada por mata.
Desde as primeiras horas da manhã, o cenário no local é de intensa movimentação. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, 12 guarnições atuam diretamente na operação, realizando varreduras cuidadosas em diferentes pontos da região. O trabalho é contínuo, meticuloso e exige concentração máxima, já que qualquer detalhe pode ser decisivo.
Além das equipes oficiais, a mobilização ganhou força com o apoio da comunidade. Pelo menos 100 voluntários se juntaram às buscas, demonstrando solidariedade e disposição para ajudar. Moradores da zona rural, pessoas de cidades vizinhas e familiares seguem lado a lado com os bombeiros e a Polícia Militar, formando uma verdadeira força-tarefa em torno de um único objetivo: encontrar Alice.
Para ampliar as chances de localização, recursos tecnológicos também estão sendo utilizados. Drones equipados com câmeras térmicas sobrevoam a região, especialmente em áreas de difícil acesso, enquanto cães farejadores treinados auxiliam no rastreamento de possíveis pistas. A combinação entre tecnologia, experiência humana e conhecimento local tem sido fundamental diante das dificuldades impostas pelo terreno.
E não são poucas. O sítio onde a menina desapareceu está cercado por uma extensa área de mata fechada, com relevo irregular, trilhas estreitas e vegetação densa. Ao todo, a área a ser vasculhada chega a cerca de 40 hectares, o equivalente a aproximadamente 40 campos de futebol. Isso exige um esforço repetitivo, paciente e organizado, já que muitos trechos precisam ser revisados mais de uma vez.
Outro fator que torna a situação ainda mais delicada é a condição de saúde da criança. Alice é autista não verbal, o que significa que ela não se comunica por meio da fala. Essa característica pode dificultar o resgate, pois a menina pode não responder a chamados sonoros, mesmo que as equipes estejam próximas. Por isso, os bombeiros adotam estratégias específicas, avançando de forma silenciosa em alguns pontos e observando sinais mínimos no ambiente.
Segundo informações repassadas pela família, o desaparecimento ocorreu de maneira extremamente rápida. Alice brincava na piscina no quintal do sítio da avó, em um momento que parecia seguro e rotineiro. Em questão de minutos, sem que os adultos percebessem, ela abriu o portão da propriedade e saiu. Quando a ausência foi notada, os familiares iniciaram buscas imediatas, mas a menina já não estava mais no local.
Desde então, o clima é de apreensão, mas também de esperança. A cada novo dia, as equipes retornam aos trabalhos com renovada determinação. Informações são checadas, rotas são refeitas e áreas já vistoriadas voltam a ser analisadas com outros critérios.
Enquanto as buscas seguem, a família aguarda por notícias, amparada pela solidariedade de desconhecidos e pelo esforço incansável dos profissionais envolvidos. O caso de Alice sensibiliza não apenas Jeceaba, mas pessoas de várias partes do estado, que acompanham atentos cada atualização, na expectativa de um desfecho positivo e seguro para a criança.



