Coube à irmã de jovem desaparecido no Pico Paraná fazer anúncio

As buscas por Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, entraram no quarto dia neste domingo, 4, sem que o jovem tenha sido localizado. O desaparecimento ocorreu durante a descida da trilha do Pico Paraná, na Serra do Mar paranaense, um lugar conhecido tanto pela beleza natural quanto pelo grau de dificuldade do percurso. Considerado o ponto mais alto da região Sul do Brasil, o pico atrai aventureiros de todo o país, especialmente em datas simbólicas como o fim de ano.
Roberto iniciou a trilha no dia 31 de dezembro, com o objetivo de passar a virada do ano no cume e assistir ao nascer do sol, um sonho que ele comentava com amigos e familiares havia algum tempo. Segundo informações divulgadas pela família em um perfil criado nas redes sociais, o jovem estava acompanhado de uma amiga mais experiente em trilhas e montanhismo, o que trouxe tranquilidade inicial aos parentes.
No entanto, durante a descida, já na manhã do dia 1º de janeiro, algo não saiu como o esperado. De acordo com os relatos, Roberto teria passado mal em razão do esforço físico intenso. Ele apresentava sinais claros de cansaço extremo, chegou a vomitar e demonstrava dificuldade para seguir o ritmo da trilha. Ainda assim, conforme a versão apresentada pela família, o jovem acabou ficando para trás por volta das 7h da manhã, permanecendo sozinho em um trecho da trilha.
Desde esse momento, não houve mais contato. Roberto está sem o telefone celular, o que dificulta ainda mais qualquer tentativa de comunicação. O silêncio prolongado acendeu o alerta entre os familiares, que rapidamente acionaram as autoridades e iniciaram uma mobilização nas redes sociais para ampliar a divulgação do caso.
O Corpo de Bombeiros do Paraná segue atuando nas buscas, utilizando equipes especializadas, além de drones que sobrevoam a região em pontos estratégicos. Imagens compartilhadas pela família mostram a complexidade da operação, que enfrenta desafios como mata fechada, variações climáticas e áreas de difícil acesso. Mesmo com o apoio oficial, o trabalho é minucioso e exige tempo, paciência e atenção redobrada.
Paralelamente, amigos, voluntários, trilheiros e montanhistas experientes têm se organizado para ajudar. A família acredita que pessoas acostumadas ao terreno podem oferecer informações importantes ou auxiliar em pontos específicos da trilha. A solidariedade tem sido um dos principais combustíveis nesse momento de incerteza.
A irmã de Roberto, Renata Thomaz, tem sido a principal porta-voz da família. Em suas redes sociais, ela compartilha atualizações frequentes, agradece o apoio recebido e faz apelos por ajuda. Em uma das publicações mais recentes, Renata também fez um alerta importante aos internautas: a família não está pedindo dinheiro. Segundo ela, qualquer tentativa de arrecadação financeira em nome do caso não parte dos parentes.
“Pessoal, fiquem atentos para não cair em golpes. Não pedimos nenhum tipo de ajuda em dinheiro, apenas doações”, escreveu. Renata ainda destacou a gratidão pelas doações espontâneas de água, alimentos, equipamentos e apoio logístico. “As pessoas nos surpreenderam com tantas doações, que Deus multiplique em suas vidas”, completou.
Enquanto os dias passam, a expectativa segue alta. Familiares e amigos mantêm a esperança de encontrar Roberto, confiando no trabalho das equipes e na força da mobilização coletiva. O caso também serve de alerta sobre a importância do planejamento, do cuidado mútuo e da responsabilidade em atividades de aventura, especialmente em locais que exigem preparo físico e experiência.



