Jornalista e editora-chefe Isabela Rocha Lemos, de 42 anos é encontrada morta

Perder alguém querido de forma repentina é uma experiência que desafia qualquer explicação. Quando essa perda envolve uma mulher que reunia tantos papéis — esposa, mãe, profissional dedicada e amiga presente — o sentimento de vazio parece ainda maior. É assim que familiares, amigos e colegas lidam agora com a partida da jornalista Isabela Rocha Lemos, de 42 anos, ocorrida neste domingo, 4 de janeiro, em Salvador.
A notícia se espalhou rapidamente e causou forte comoção no meio jornalístico e político da Bahia. Isabela era conhecida não apenas pela competência técnica, mas também pela forma humana com que exercia a profissão. Sempre acessível, cuidadosa com as palavras e atenta às pessoas ao redor, construiu uma trajetória marcada pelo respeito e pela ética.
De acordo com informações confirmadas pela TV Bahia, a jornalista faleceu em decorrência de um choque séptico e de uma parada cardíaca. Isabela estava internada desde o dia 13 de dezembro no Hospital Teresa de Lisieux, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O período de internação foi marcado por momentos de apreensão e esperança por parte da família e dos amigos mais próximos.
Nos primeiros dias, Isabela precisou de cuidados intensivos e permaneceu na UTI. Com o passar do tempo, apresentou sinais de melhora, o que permitiu sua transferência para um quarto. Esse avanço trouxe alívio e renovou a confiança de todos que acompanhavam sua recuperação. No entanto, entre os dias 23 e 24 de dezembro, o quadro clínico voltou a se agravar, exigindo seu retorno à UTI, onde recebeu acompanhamento constante da equipe médica.
A despedida acontece neste domingo, no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador. O velório reúne familiares, amigos e colegas de profissão que fazem questão de prestar as últimas homenagens. O clima é de tristeza, mas também de gratidão pela história que Isabela construiu. Após o velório, o corpo será cremado em uma cerimônia reservada, restrita aos mais próximos.
Editora-chefe da TV da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Isabela ocupava uma posição de grande responsabilidade. Seu trabalho era reconhecido pela seriedade, pelo compromisso com a informação de qualidade e pelo respeito ao serviço público. Em nota oficial, a emissora lamentou profundamente a perda e destacou o amor que Isabela demonstrava pelo jornalismo no dia a dia.
“Isabela foi um exemplo de profissionalismo e humanidade, deixando uma marca de excelência em tudo o que fazia”, afirmou o comunicado. A mensagem reflete o sentimento compartilhado por quem teve a oportunidade de conviver com ela, seja nas redações, nos corredores da Alba ou em projetos profissionais ao longo dos anos.
Além da carreira sólida, Isabela deixa um legado ainda mais precioso: o de mãe dedicada de uma menina de 9 anos, que era frequentemente citada por ela como sua maior inspiração. Amigos relatam que, mesmo diante da rotina intensa, Isabela fazia questão de equilibrar trabalho e família, sem abrir mão do cuidado e da presença.
Sua partida precoce deixa uma lacuna difícil de preencher na comunicação baiana. Ao mesmo tempo, sua trajetória reforça uma lembrança importante: o jornalismo vai além da notícia. É, acima de tudo, uma forma de servir à sociedade com sensibilidade, responsabilidade e empatia. É assim que Isabela Rocha Lemos seguirá sendo lembrada.



