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Caso Paulo Guilherme: suspeito de colocar criança em mala é linchado por populares no PA

Em uma reviravolta violenta e chocante em Belém, foi confirmado o falecimento do principal suspeito do assassinato do pequeno Paulo Guilherme da Silva Guerra, de 6 anos, na última segunda-feira, 27 de outubro. O homem, vizinho da família e catador de recicláveis conhecido na região, teve sua vida interrompida horas após o corpo da criança ser encontrado dentro de uma mala, em um crime que despertou indignação e revolta na comunidade.

Moradores relataram à polícia que a fúria tomou conta do bairro da Marambaia assim que a identidade do suspeito foi divulgada. Irritados e clamando por justiça, alguns vizinhos partiram para o ataque e espancaram o homem até a morte, em um ato que rapidamente se transformou em linchamento. O episódio ocorreu na mesma rua onde o suspeito residia, próxima ao local em que Paulo Guilherme desapareceu, e deixou todos em choque com a escalada de violência.

A Polícia Civil do Pará confirmou o falecimento do suspeito e informou que investiga as circunstâncias exatas da morte. O órgão destacou que agora atua em duas frentes: esclarecer o homicídio do menino e apurar os responsáveis pelo linchamento do vizinho. Equipes estão coletando depoimentos, analisando imagens de câmeras de segurança e realizando perícias para documentar os eventos e responsabilizar quem participou do ato.

A descoberta do corpo de Paulo Guilherme, na tarde de segunda-feira, havia causado grande comoção. O menino desapareceu na noite de domingo, 26 de outubro, e foi encontrado dentro de uma mala preta abandonada em frente ao Cemitério São Jorge, por volta das 5h da manhã. De acordo com a perícia inicial, a causa da morte foi asfixia mecânica, possivelmente estrangulamento ou sufocamento. O corpo estava com as mãos amarradas e havia uma luva de boxe dentro da mala. Estima-se que a criança tenha permanecido na mala por mais de seis horas antes de ser localizada.

O suspeito, George Hamilton dos Santos Gonçalves, possuía antecedentes criminais por estupro de vulnerável, com registros em 2004 e 2016. Moradores relataram que o celular dele continha fotos de crianças da vizinhança, mas o aparelho ainda não foi recuperado pelas autoridades. Esse material é considerado essencial para a investigação, que busca compreender completamente a dinâmica do crime e eventuais outros envolvidos.

A tragédia provocou impacto profundo na comunidade. Além do luto pelo menino, a morte violenta do suspeito gerou medo e tensão entre vizinhos, que assistiram a uma escalada de violência dentro de seu próprio bairro. Autoridades locais reforçaram pedidos de calma e cautela, ressaltando que atos de linchamento não resolvem os crimes e dificultam o trabalho da polícia.

Enquanto a Polícia Civil prossegue com diligências e coleta de provas, a comunidade da Marambaia permanece abalada. O caso evidencia a fragilidade da segurança pública e a rapidez com que o sentimento de justiça pode se transformar em violência, deixando marcas profundas na memória de todos que acompanharam os trágicos acontecimentos.

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