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Alice Ribeiro, repórter, está em estado grave depois de sofrer um acidente

Uma grave tragédia marcou o jornalismo de Minas Gerais na tarde desta quarta-feira, 15 de abril de 2026, quando um veículo de reportagem da TV Band Minas se envolveu em um acidente de graves proporções na BR-381, rodovia conhecida nacionalmente por seu alto índice de sinistros e apelidada por muitos como “a rodovia da morte”. O carro colidiu frontalmente com um caminhão por volta das 12h45 no quilômetro 438, entre os municípios de Santa Luzia e Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O impacto deixou o experiente cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, sem vida no local e a repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, em estado grave, com múltiplas lesões que exigiram atendimento de emergência.

Rodrigo Lapa, que conduzia o veículo no momento da colisão, era um profissional respeitado e de longa trajetória na emissora, reconhecido pela dedicação, pela qualidade técnica de seu trabalho e pela capacidade de captar imagens impactantes em reportagens de rua. Alice Ribeiro viajava como passageira e sofreu ferimentos considerados gravíssimos pelos socorristas. A dupla se encontrava em campo realizando uma matéria sobre as obras de duplicação da BR-381, um projeto aguardado há anos pela população local devido aos constantes acidentes que assolam o trecho.

O atendimento às vítimas foi rápido e coordenado. Equipes da concessionária que administra o trecho prestaram os primeiros socorros, sendo imediatamente apoiadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. Diante da gravidade do quadro clínico de Alice Ribeiro, o helicóptero Arcanjo foi acionado para realizar o resgate aéreo, transportando a jornalista com urgência para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, referência em atendimentos de trauma na capital mineira. Imagens do local mostraram a dianteira do carro da Band completamente destruída, ilustrando a violência do choque.

No hospital, Alice Ribeiro segue internada na unidade de terapia intensiva, onde recebe cuidados médicos especializados para estabilização de seus ferimentos. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes precisos sobre as causas do acidente, que segue sob investigação rigorosa da Polícia Rodoviária Federal. Fatores como condições da pista, visibilidade, velocidade dos veículos e possíveis falhas mecânicas estão sendo analisados para esclarecer as circunstâncias que levaram ao trágico episódio.

Em nota oficial, a direção da TV Band Minas expressou profundo pesar pela morte prematura de Rodrigo Lapa e manifestou total solidariedade à família do cinegrafista e à de Alice Ribeiro. A emissora informou que está oferecendo todo o suporte psicológico, médico e jurídico necessário às famílias enlutadas, reafirmando seu compromisso com a transparência durante o andamento das investigações. “Nossos profissionais arriscam diariamente suas vidas para levar informação de qualidade à população”, destacou a nota.

Rodrigo Lapa e Alice Ribeiro representavam o melhor do jornalismo regional mineiro. Ele, com sua experiência consolidada em coberturas de grande porte; ela, uma repórter talentosa que havia retornado recentemente de licença-maternidade, dedicando-se agora a equilibrar a carreira com a maternidade de seu filho de nove meses. A perda de um colega tão querido e o sofrimento de outra profissional abalada abrem uma ferida profunda na comunidade jornalística de Belo Horizonte e arredores.

O acidente provocou uma onda imediata de comoção e solidariedade por parte de diversas emissoras de televisão, rádios, jornais impressos e digitais, além do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais e de autoridades políticas. Mensagens de apoio e votos de rápida recuperação para Alice Ribeiro se multiplicaram nas redes sociais. O trágico evento serve como doloroso lembrete dos riscos inerentes à profissão jornalística, especialmente quando exercida em estradas de grande fluxo e alto perigo, reforçando a necessidade de maior atenção à segurança dos profissionais que atuam em campo.

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