Menino de 4 anos é esquecido em van escolar e encontrado sozinho

Na última sexta-feira, em Castro, Paraná, um menino de apenas quatro anos foi encontrado sozinho na rua após ter sido esquecido pelo motorista da van escolar que deveria levá-lo ao Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). Moradores da região acolheram a criança e acionaram a Polícia Civil. O caso, divulgado na segunda-feira (18), está sendo investigado.
Como aconteceu
Segundo o delegado Marcondes Ribeiro, imagens de câmeras de segurança mostraram que o motorista, de 38 anos, buscou o garoto em casa, mas não o deixou na escola. A mãe da criança relatou que o motorista retornou com o filho ainda dentro do veículo, sem perceber sua presença.
Após descer da van, o menino saiu caminhando sozinho pela rua. Ele foi localizado sem ferimentos, ainda com uniforme e mochila escolares.
Depoimento do motorista
O motorista se apresentou espontaneamente à polícia e confessou o esquecimento. Em depoimento, afirmou que não percebeu a presença do menino, que estava dormindo na última fileira de bancos da van. Ele contou ainda que estacionou o veículo em casa com portas e janelas destrancadas. Nesse momento, a criança teria acordado, saído sozinha e andado cerca de duas quadras antes de ser abordada por moradores.
Investigação policial
De acordo com o delegado Ribeiro, o caso segue em apuração para avaliar se houve exposição real da criança a risco. A investigação deve apurar se houve negligência configurando crime.
“O motorista poderá ser indiciado pelos crimes de abandono de incapaz ou exposição da vida ou saúde de outrem a perigo”, declarou o delegado.
Repercussão em Castro
O episódio gerou grande preocupação na comunidade local. Pais e responsáveis reforçaram a importância de maior cautela no transporte de crianças e cobraram medidas de segurança adicionais, como a conferência individual de cada aluno no embarque e desembarque.
Conclusão
O menino, apesar do susto, não sofreu ferimentos e foi rapidamente acolhido. O motorista permanece sob investigação, e a Justiça avaliará se haverá indiciamento. O caso reacende o debate sobre responsabilidade no transporte escolar e a necessidade de protocolos mais rigorosos para garantir a segurança das crianças.



