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Meta toma atitude após cobrança do TSE e se pronuncia sobre campanhas de Lula e Flávio

A Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que adotou critérios iguais para as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. A manifestação foi apresentada após a Corte determinar que a empresa comprovasse o cumprimento das regras eleitorais e demonstrasse que não estava favorecendo nenhum dos candidatos à Presidência. A acusação partiu da campanha petista, que apontou possíveis restrições à circulação de conteúdos favoráveis ao presidente e a divulgação de materiais produzidos por inteligência artificial contra sua candidatura.

Em resposta encaminhada ao ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso, a empresa detalhou as medidas adotadas para atender às determinações judiciais. Segundo a Meta, conteúdos político-eleitorais relacionados às duas candidaturas recebem tratamento igualitário e não discriminatório. A companhia também apresentou informações técnicas sobre os mecanismos utilizados para garantir essa igualdade, em meio à disputa judicial sobre o alcance das publicações e o funcionamento dos sistemas de recomendação das plataformas.

Outro ponto abordado foi a recomendação de perfis oficiais das campanhas pelos algoritmos do Facebook e do Instagram. A determinação do TSE estabelece que as contas oficiais de Lula e Flávio não sejam recomendadas, sem que isso provoque uma redução na distribuição de conteúdos publicados por outros usuários. A Meta afirmou que continua recomendando contas de candidatos, mas explicou que existem limitações técnicas relacionadas às publicações feitas em colaboração com terceiros. Segundo a empresa, a recomendação é aplicada à publicação, e não individualmente a cada perfil em que ela aparece, o que dificulta bloquear a divulgação em uma conta e mantê-la em outra.

A disputa chegou ao tribunal depois que a campanha de Lula acusou a empresa de restringir a visibilidade de conteúdos favoráveis ao presidente e permitir a circulação de materiais gerados por inteligência artificial contra ele. Na semana anterior, os ministros do TSE confirmaram por unanimidade a decisão de Bellizze que proibiu a Meta de favorecer qualquer uma das candidaturas. Posteriormente, o relator determinou que a companhia comprovasse o cumprimento das ordens já estabelecidas, ressaltando que a apresentação de informações sobre as medidas adotadas não permitiria reabrir a discussão sobre o conteúdo da decisão.

Um dos episódios centrais envolve a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp, Instagram e Facebook. A campanha de Lula apresentou testes realizados em 13 de outubro que, segundo os petistas, mostravam recusas à criação de imagens relacionadas ao presidente, enquanto pedidos para produzir materiais favoráveis a Flávio Bolsonaro eram aceitos. A Meta respondeu que seus sistemas estavam temporariamente impedidos de gerar imagens de candidatos, conforme as regras eleitorais, e atribuiu a diferença identificada a uma falha pontual que, segundo a empresa, já foi corrigida.

O caso também reúne outros problemas técnicos registrados durante a campanha. Em 23 de setembro, a conta de anúncios de Lula foi desativada por engano. Em 7 de outubro, a contagem de visualizações dos vídeos curtos do Instagram apresentou falhas durante cerca de cinco horas, afetando a conta do presidente; a Meta afirmou que o problema também atingiu o perfil de Flávio. Dois dias depois, uma falha impediu a criação de anúncios a partir de publicações já existentes na plataforma e atingiu milhares de perfis. Embora tenha reconhecido problemas no sistema de controle, Bellizze afirmou que não havia elementos suficientes para concluir que as falhas fossem deliberadas ou sistemáticas. A Meta, por sua vez, negou interferência política e declarou ter corrigido os problemas identificados.

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