As reações, após o resultado das eleições e o que esperar do 2º turno

O primeiro turno das eleições de 2026 terminou, mas a disputa pela Presidência da República está longe de acabar. Depois de uma apuração acompanhada de perto pelos brasileiros, o cenário ficou definido: Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltam às urnas no dia 25 de outubro para decidir quem comandará o país pelos próximos quatro anos.
Flávio terminou a primeira etapa na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença foi relativamente pequena e, por isso, a campanha para o segundo turno já começou a ganhar ritmo. O dia seguinte ao primeiro turno foi marcado por avaliações, reuniões e manifestações dos principais grupos políticos. As campanhas começaram a analisar os números por região, buscando entender onde conseguiram maior apoio e, principalmente, onde ainda existe espaço para conquistar votos.
A vantagem de Flávio no primeiro turno chamou atenção especialmente pelo desempenho no Sul e no Sudeste. Lula, por outro lado, manteve uma presença forte no Nordeste. Essa divisão regional deve ser um dos pontos importantes da estratégia das duas campanhas nas próximas semanas.
Outro dado que entrou no radar dos partidos foi a abstenção. Mais de 33 milhões de eleitores deixaram de votar no primeiro turno, correspondendo a 21,07% do eleitorado apto. Esse grupo pode representar uma parcela importante da disputa no dia 25 de outubro.
Com apenas dois candidatos na corrida presidencial, a estratégia muda. Os partidos que ficaram pelo caminho passam a ser procurados pelas duas campanhas, assim como lideranças políticas que podem ajudar a ampliar a votação em determinados estados.
Um dos primeiros movimentos foi o apoio declarado de Romeu Zema a Flávio Bolsonaro. O ex-governador de Minas Gerais terminou a disputa presidencial em quinto lugar, com 0,27% dos votos, e decidiu apoiar o candidato do PL na segunda etapa.
O PSD, por sua vez, anunciou neutralidade na disputa presidencial. A decisão deixa seus diretórios estaduais livres para definir apoios locais, enquanto a legenda busca preservar espaço político para a próxima etapa do cenário nacional. A expectativa agora se volta para as primeiras pesquisas do segundo turno. Os novos levantamentos devem ajudar a mostrar como os eleitores que votaram em outros candidatos pretendem se posicionar.
O Datafolha programou uma pesquisa para ser divulgada em 8 de outubro, enquanto o PoderData também deve apresentar seu levantamento na mesma data. A AtlasIntel tem divulgação prevista para 9 de outubro. Os números serão observados com atenção porque a distância entre Flávio e Lula no primeiro turno foi inferior a dois pontos percentuais. Ainda assim, pesquisa não é resultado de eleição. A votação só será definida quando os eleitores retornarem às urnas.
A eleição de outubro não envolve apenas a Presidência. Em seis estados e no Distrito Federal, a disputa pelo governo também terá segundo turno. Entre os locais que voltam às urnas estão Rio de Janeiro, Espírito Santo, Acre, Amazonas, Rio Grande do Norte, Tocantins e o Distrito Federal. Cada disputa terá uma dinâmica própria e poderá influenciar alianças políticas para os próximos anos.
Enquanto isso, outros estados já definiram seus governadores no primeiro turno. São Paulo, Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão estão entre os locais que tiveram resultados definidos nessa primeira etapa. A tendência é de uma campanha mais concentrada nas próximas semanas. Com dois nomes na disputa, os candidatos devem intensificar viagens, entrevistas, debates e conversas com grupos políticos e setores da sociedade.



