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Datafolha mostrou distância entre Lula e Bolsonaro às vésperas do primeiro turno de 2022

A reta final da eleição presidencial de 2022 foi marcada por uma disputa acirrada pela preferência dos eleitores e por uma grande expectativa em torno do resultado do primeiro turno. Na última pesquisa Datafolha divulgada antes da votação, Luiz Inácio Lula da Silva aparecia na liderança, enquanto Jair Bolsonaro ocupava a segunda posição.

O levantamento, divulgado em 30 de setembro daquele ano, mostrou Lula com 48% das intenções de voto no cenário que considerava todos os eleitores. Bolsonaro aparecia com 34%. Dessa forma, a distância entre os dois principais candidatos era de 14 pontos percentuais.

Quando a análise considerava apenas os votos válidos, critério utilizado pela Justiça Eleitoral para a apuração do resultado, Lula chegava a 50%, enquanto Bolsonaro tinha 36%. A diferença, portanto, era de 14 pontos também nesse recorte.

A pesquisa foi realizada pelo Datafolha entre os dias 27 e 29 de setembro, poucos dias antes da votação marcada para 2 de outubro. Ao todo, foram entrevistadas 6.800 pessoas em 332 municípios brasileiros. A margem de erro era de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Um dos pontos que chamavam atenção no levantamento era a manutenção da vantagem de Lula na reta final. O candidato do PT havia oscilado positivamente de 47% para 48% na comparação com a pesquisa anterior. Bolsonaro também registrou uma pequena variação, passando de 33% para 34%. No grupo dos votos válidos, Lula havia chegado a 50%, enquanto Bolsonaro oscilava de 35% para 36%. Mesmo com a liderança petista, o instituto apontava que ainda não era possível afirmar que a eleição terminaria no primeiro turno.

Isso acontecia porque a margem de erro permitia diferentes cenários. Lula poderia estar entre 48% e 52% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro poderia variar entre 34% e 38%. Assim, a possibilidade de uma segunda rodada continuava presente.

Embora a disputa entre Lula e Bolsonaro concentrasse a maior parte da atenção, outros nomes ainda buscavam espaço nos últimos dias de campanha. Ciro Gomes, do PDT, aparecia com 6% dos votos válidos, enquanto Simone Tebet, do MDB, registrava 5%. Soraya Thronicke, do União Brasil, tinha 1%. Os demais candidatos não alcançavam 1% nesse recorte.

A presença desses candidatos era importante porque uma eventual migração de votos poderia alterar o cenário na reta final. Naquele momento, porém, os números indicavam que Lula e Bolsonaro concentravam a maior parte da preferência do eleitorado.

Outro aspecto relevante da pesquisa estava nas diferenças observadas entre os grupos de eleitores. Lula apresentava vantagem especialmente significativa entre pessoas de menor renda, mulheres, eleitores com escolaridade fundamental e beneficiários do então Auxílio Brasil.

Entre eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, por exemplo, Lula registrava 57%, contra 26% de Bolsonaro. Entre os beneficiários do Auxílio Brasil, a diferença também era ampla: 58% para Lula e 26% para Bolsonaro.

Por outro lado, Bolsonaro apresentava desempenho mais forte entre homens, eleitores de renda mais elevada e evangélicos. No grupo com renda familiar superior a dez salários mínimos, o presidente aparecia com 46%, contra 40% de Lula. Entre os evangélicos, Bolsonaro tinha 50%, enquanto Lula registrava 30%. Esses números ajudavam a explicar por que a eleição apresentava uma divisão tão clara entre diferentes segmentos da população.

Com a votação se aproximando, o debate presidencial na televisão também ganhou importância. O último grande encontro entre os candidatos estava previsto para ocorrer na TV Globo, na noite de 29 de setembro, justamente no período em que a pesquisa Datafolha era divulgada.

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