Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) realizaram neste sábado (3) seus últimos atos de rua antes do primeiro turno das Eleições 2026. Na véspera da votação, os dois concentraram as agendas em São Paulo e no Rio de Janeiro, utilizando caminhadas e motocarreta como parte da mobilização final de suas campanhas. Lula encerrou a programação na avenida Paulista, na capital paulista, enquanto Flávio participou de uma motocarreta entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior do estado, ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes de seguir para o Rio.
Na avenida Paulista, Lula esteve acompanhado de aliados, entre eles Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, além de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que disputam vagas ao Senado. Durante o discurso, o presidente apresentou sua visão sobre a disputa e afirmou que a eleição envolve projetos diferentes para o país. Lula também fez críticas aos adversários e mencionou investigações relacionadas à Previdência e ao caso Master. As declarações foram feitas pelo próprio candidato durante o ato de encerramento, sem que as acusações apresentadas em seu discurso sejam tratadas como fatos comprovados nesta matéria.
O presidente também aproveitou o último evento para falar sobre suas propostas para um eventual novo mandato. Entre os pontos mencionados esteve a intenção de promover uma “revolução educacional e tecnológica”, expressão utilizada pelo próprio Lula. Ele ainda afirmou que a avenida Paulista pertence ao povo brasileiro e voltou a pedir a participação de eleitores com mais de 70 anos na votação. A caminhada encerrou oficialmente a agenda de campanha de Lula antes do primeiro turno, que será realizado neste domingo (4).
Flávio Bolsonaro, por sua vez, iniciou o sábado no interior de São Paulo, onde participou de uma motocarreta ao lado de Tarcísio de Freitas. Durante o ato, o candidato do PL concentrou suas declarações em críticas ao Congresso Nacional e afirmou que o Legislativo estaria antecipando discussões que, na avaliação dele, deveriam ocorrer depois das eleições. Flávio também criticou a relação entre o Congresso, o governo federal e o Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo mudanças na estrutura dos Poderes.
Entre os assuntos citados por Flávio esteve a discussão sobre a jornada de trabalho e a possibilidade de mudanças no funcionamento do Judiciário. O candidato afirmou que pretende promover ajustes em Brasília e defendeu uma atuação das instituições que, segundo sua avaliação, esteja alinhada à Constituição. Ele também declarou que pretende buscar um governo de pacificação. Essas posições fazem parte das propostas e avaliações apresentadas pelo próprio candidato durante o ato de campanha e foram registradas no último dia permitido para atividades de rua antes da votação.
Após a agenda em São Paulo, Flávio seguiu para o Rio de Janeiro, onde estava prevista outra motocarreta entre Campo Grande e Bangu, na zona oeste da capital. O sábado marcou o encerramento das atividades de rua autorizadas pela legislação eleitoral para o primeiro turno. Caminhadas, carreatas, passeatas e atividades semelhantes puderam ser realizadas até as 22h deste sábado, enquanto no domingo, dia da votação, ficam proibidas novas ações de propaganda eleitoral. Assim, os atos de Lula e Flávio ocorreram nas últimas horas da campanha antes de os eleitores irem às urnas para escolher os próximos representantes.







