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Mensagens de ex-sócio levantam questionamentos sobre Flávio Bolsonaro e Nunes Marques

Mensagens atribuídas a Alexandre Ferreira Dias Santini, ex-sócio e antigo amigo de Flávio Bolsonaro, voltaram a colocar o nome do senador no centro do debate político nesta semana. O material, divulgado inicialmente pelo site PlatôBR, reúne conversas, fotografias e documentos que fazem alegações sobre encontros privados, despesas e uma possível interlocução envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques.

As informações passaram a circular na terça-feira, 29 de setembro, em meio à movimentação da campanha eleitoral de 2026. Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência pelo PL e vinha cumprindo uma agenda política intensa antes da divulgação do conteúdo.

É importante destacar, porém, que as mensagens apresentadas não comprovam, por si só, todos os fatos narrados. Reportagens que tiveram acesso ao material também registraram que parte das informações ainda não foi confirmada de maneira independente. Segundo as reportagens publicadas sobre o caso, Santini teria guardado durante anos mensagens e outros registros relacionados ao período em que manteve uma relação empresarial e pessoal com Flávio Bolsonaro.

O conteúdo inclui referências a festas privadas e encontros envolvendo o senador. O assunto ganhou grande repercussão nas redes sociais justamente porque as mensagens são apresentadas como registros de uma relação próxima entre os dois. Durante o período de convivência, Santini e Flávio também foram sócios em uma franquia da Kopenhagen localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Posteriormente, os dois entraram em uma disputa financeira.

De acordo com o UOL, Santini recorreu à Justiça em 2023 para cobrar aproximadamente R$ 1,47 milhão. Ele alegava problemas relacionados à divisão de lucros e despesas da empresa. Flávio, por sua vez, negou que tivesse a dívida apontada pelo ex-sócio. Foi durante esse período de conflito que Santini teria preservado parte das mensagens que agora voltaram ao noticiário.

Outro ponto do material envolve o ministro Kassio Nunes Marques, do STF. Segundo as reportagens, uma mensagem enviada por Santini a Flávio Bolsonaro mencionava uma suposta conversa do senador com o ministro a respeito do interesse de um cliente em um processo que tramitava no gabinete de Nunes Marques. O caso teria relação com o advogado Alan Belaciano, que também aparece nos documentos apresentados pela reportagem.

Ainda de acordo com o material, Santini mencionou a possibilidade de um jantar envolvendo pessoas ligadas ao gabinete do ministro. Entretanto, as reportagens ressaltam que não foi identificado publicamente o cliente nem o processo citado e que não houve comprovação independente de que a suposta intermediação tenha ocorrido.

Procurado pela imprensa, o gabinete de Nunes Marques afirmou que o ministro atende parlamentares de diferentes partidos e que esse tipo de contato faz parte da rotina dos gabinetes do Supremo, sem representar prejuízo à independência do magistrado.

A divulgação do material ocorreu em um momento especialmente movimentado da corrida eleitoral. Flávio Bolsonaro vem realizando atos e encontros com apoiadores desde o início da campanha, enquanto seus adversários utilizam diferentes episódios para questionar sua trajetória política.

A repercussão das mensagens rapidamente chegou às redes sociais. O PT, por exemplo, divulgou publicações relacionadas ao conteúdo apresentado pelo PlatôBR. A Folha também informou que Flávio evitou responder a perguntas de jornalistas sobre o assunto durante uma agenda em São Paulo. Apesar da repercussão, o episódio precisa ser analisado com cautela. A existência de mensagens atribuídas a uma pessoa não significa automaticamente que todos os acontecimentos descritos nelas estejam comprovados.

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