Geral

Rolex de R$ 305 mil e outros presentes colocam despesas de Flávio Bolsonaro no centro do debate

Novos documentos e mensagens divulgados nesta terça-feira (29) colocaram no centro do debate político uma série de despesas pessoais que, segundo reportagem do PlatôBR, teriam sido pagas por pessoas próximas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Entre os itens mencionados estão um relógio Rolex avaliado em R$ 305 mil e equipamentos para uma academia instalados na residência do parlamentar, em Brasília.

As informações foram apresentadas a partir de documentos, fotografias e mensagens que estavam em poder de Alexandre Santini, ex-sócio e antigo amigo de Flávio. O material foi divulgado pelo PlatôBR e posteriormente repercutido por veículos como UOL.

O caso do relógio chama atenção pelo valor. Segundo os documentos apresentados na reportagem, trata-se de um Rolex Submariner Date de ouro branco, comprado em fevereiro de 2022. A nota fiscal estaria em nome do advogado Alan Belaciano, ligado ao ambiente político do Vasco da Gama.

De acordo com a apuração publicada pelo PlatôBR, mensagens atribuídas às pessoas envolvidas indicariam que o relógio teria sido adquirido para Flávio Bolsonaro. O valor registrado na compra seria de R$ 305 mil. Outro item citado nas reportagens são equipamentos de academia. Segundo o UOL, Belaciano também teria pago mais de R$ 90 mil por aparelhos instalados na casa do senador em Brasília.

A lista de despesas mencionada na investigação jornalística não se limita aos itens de maior valor. A reportagem do PlatôBR afirma que pessoas próximas ao parlamentar também teriam ajudado em gastos relacionados à residência e outros compromissos pessoais. Entre os exemplos aparece a compra de uma televisão de 75 polegadas.

O episódio ganhou repercussão justamente em um momento de grande movimentação no cenário político nacional. Flávio Bolsonaro está entre os nomes que disputam espaço na corrida presidencial de 2026, o que faz com que informações relacionadas à sua vida pública e às relações mantidas ao longo dos anos recebam atenção ainda maior.

É importante, porém, separar o que foi documentado pelas reportagens daquilo que ainda depende de esclarecimentos. A existência de uma nota fiscal, por exemplo, comprova uma compra e identifica quem aparece como comprador no documento, mas não necessariamente esclarece todas as circunstâncias envolvendo o pagamento ou a entrega de um presente.

No caso do Rolex, as reportagens afirmam que mensagens e outros registros apontariam que o relógio foi destinado ao senador. Flávio Bolsonaro, por sua vez, contestou as acusações apresentadas pelo ex-sócio e classificou as informações como infundadas, segundo o PlatôBR.

O nome de Alan Belaciano também aparece em outro trecho da apuração. Segundo o material divulgado, uma mensagem de Santini mencionaria uma suposta tentativa de tratar dos interesses de um cliente junto ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal. O UOL ressaltou que a reportagem não identificou o cliente ou o processo e que não apresentou comprovação independente de que essa intermediação tenha efetivamente ocorrido.

Belaciano e o Vasco foram procurados pelo UOL para comentar as informações, mas, até a publicação da reportagem, não haviam apresentado resposta. Eventuais manifestações posteriores podem acrescentar novos elementos ao caso.

A divulgação dos documentos acontece em uma fase particularmente movimentada da política brasileira. Com a aproximação das eleições de 2026, relações pessoais, despesas, negócios anteriores e contatos políticos de candidatos passam naturalmente a ser examinados com maior atenção.

Por enquanto, os fatos divulgados envolvem principalmente documentos e relatos apresentados por uma das partes. O significado de cada pagamento, presente ou relação mencionada depende das explicações dos envolvidos e, quando necessário, de eventual apuração pelas autoridades competentes.

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: