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Senado em SP tem candidatos empatados e disputa acirrada na direita

A disputa pelas duas vagas de São Paulo no Senado Federal entrou em uma fase decisiva. Com a aproximação da eleição, os levantamentos mais recentes mostram um cenário bastante dividido entre os principais candidatos, com diferenças que ficam dentro das margens de erro das pesquisas.

Na pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada em 22 de setembro, Simone Tebet (PSB) apareceu com 29,6% das intenções de voto, seguida de Guilherme Derrite (PP), com 29,3%, Marina Silva (Rede), com 28,3%, e André do Prado (PL), com 25%. Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, os quatro aparecem tecnicamente empatados.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores em 70 cidades paulistas entre os dias 19 e 21 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-03057/2026.

O resultado mais recente reforça uma característica que vem aparecendo em diferentes pesquisas ao longo de setembro: a distância entre os principais candidatos é pequena e o cenário pode mudar de um levantamento para outro.

No Datafolha divulgado anteriormente, Marina Silva e Simone Tebet registraram 13% cada uma, enquanto André do Prado apareceu com 11% e Guilherme Derrite com 10%. Como a margem de erro era de dois pontos percentuais, os quatro também estavam tecnicamente empatados naquele levantamento.

Outro estudo, realizado pelo Real Time Big Data, mostrou Derrite com 20%, André do Prado com 18%, Simone Tebet com 17% e Marina Silva com 14%. Mais uma vez, as diferenças precisam ser analisadas levando em consideração a margem de erro da pesquisa.

Essa variação entre os institutos ajuda a explicar por que a disputa pelo Senado paulista permanece aberta na reta final. Além da proximidade entre os quatro candidatos mais bem posicionados, existe uma disputa particular dentro do eleitorado identificado com a direita.

André do Prado e Guilherme Derrite contam com o apoio político do governador Tarcísio de Freitas e estão inseridos no mesmo campo da disputa presidencial que apoia Flávio Bolsonaro. Ricardo Salles (Novo), por sua vez, aparece como outro nome associado à direita, mas segue em uma faixa diferente nas pesquisas recentes.

O debate entre os candidatos realizado em setembro evidenciou essa divisão. Durante o encontro, Salles e André do Prado trocaram questionamentos sobre posicionamentos políticos e sobre quem teria maior identificação com o eleitorado de direita.

A presença de mais de um candidato nesse campo torna a distribuição dos votos um dos pontos observados pelas campanhas. Um detalhe importante é que São Paulo elegerá dois senadores em 2026. Por isso, cada eleitor poderá escolher dois nomes para o Senado.

Esse formato faz com que a estratégia das campanhas seja diferente da disputa para cargos em que existe apenas uma vaga. O eleitor pode combinar candidatos de grupos políticos distintos ou escolher dois nomes que tenham posições semelhantes.

As pesquisas também procuram medir esse comportamento, analisando as preferências para o primeiro e o segundo voto. Ricardo Salles aparece atrás do grupo principal nos levantamentos mais recentes. Na pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada em 22 de setembro, ele registrou 10,6%.

O número representa uma distância considerável em relação aos quatro candidatos que aparecem na faixa de liderança. Ainda assim, a campanha segue acompanhando o comportamento do eleitorado até a votação. Os levantamentos realizados nas últimas semanas mostram justamente como o cenário pode apresentar diferenças dependendo da metodologia, do período das entrevistas e da margem de erro.

Com a eleição se aproximando, os candidatos devem concentrar esforços na exposição de suas propostas e na comunicação com diferentes grupos de eleitores.

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