Lula se prepara para discurso na ONU e deve abordar soberania e eleições do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Nova York neste domingo (20) para participar da 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O principal compromisso da viagem acontece nesta terça-feira (22), quando o presidente brasileiro fará o discurso que tradicionalmente abre a sequência de pronunciamentos dos chefes de Estado no Debate Geral. A participação do Brasil nessa posição ocorre há décadas e, em 2026, volta a colocar Lula no centro das atenções diplomáticas durante o principal encontro anual de líderes mundiais.
Antes do pronunciamento na ONU, Lula terá uma agenda de encontros em Nova York com autoridades e representantes políticos. Entre os compromissos previstos estão reuniões com o senador norte-americano Bernie Sanders, o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. A programação ocorre em um momento de atenção especial sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente diante das discussões envolvendo soberania, comércio e questões relacionadas ao processo eleitoral brasileiro. O governo também trabalha para ampliar os canais de diálogo com autoridades norte-americanas durante a passagem de Lula pela cidade.
A possibilidade de um encontro entre Lula e Donald Trump também está entre os assuntos que cercam a viagem. Até o momento, não há uma reunião bilateral formal confirmada entre os dois presidentes. Ainda assim, o governo brasileiro não descarta um contato entre eles durante a programação da ONU, especialmente porque Trump também estará em Nova York para participar da Assembleia-Geral. Informações divulgadas nos últimos dias apontam que um eventual encontro poderia ocorrer de maneira informal, nos bastidores do evento, caso as agendas dos dois presidentes permitam.
O discurso de Lula deverá abordar temas relacionados à soberania nacional, ao multilateralismo e ao funcionamento das instituições internacionais. A relação entre Brasil e Estados Unidos também deve aparecer no pronunciamento, em um contexto de discussões sobre possíveis interferências externas e sobre as eleições brasileiras de outubro. A expectativa é de que o presidente apresente a posição do governo brasileiro sobre esses assuntos diante de representantes de diferentes países. Como ocorre tradicionalmente, a fala de Lula terá alcance internacional e será acompanhada por autoridades e delegações presentes no encontro.
Enquanto a agenda internacional ganha destaque, o cenário político e econômico brasileiro também permanece movimentado. Uma nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (21) apontou Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Em uma simulação de segundo turno entre os dois, o levantamento registrou 46% para Lula e 45% para Flávio, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores por telefone entre 18 e 20 de setembro e possui nível de confiança de 95%.
No cenário internacional, as eleições regionais realizadas na Alemanha também chamaram atenção nesta segunda-feira. Em Berlim, o partido Die Linke ficou à frente nas projeções, enquanto a AfD avançou e terminou em terceiro lugar. Já em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD liderou a votação, ampliando a pressão sobre o governo do chanceler Friedrich Merz. No esporte, o Flamengo venceu o Bragantino por 2 a 1 no Maracanã e abriu três pontos de vantagem sobre o Palmeiras na liderança do Campeonato Brasileiro, chegando aos 60 pontos após 28 rodadas.



