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Caso Banco Master ganha novo capítulo após movimentação de Carlos Viana no STF

O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de afastamento cautelar do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em meio às novas informações relacionadas ao caso Banco Master. O requerimento foi encaminhado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e tem como um dos principais argumentos as mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira.

A iniciativa ocorre em um momento de crescente atenção sobre os contatos mantidos por autoridades com Vorcaro e sobre as informações obtidas pela Polícia Federal durante as investigações. No documento apresentado ao STF, Carlos Viana sustenta que os elementos encontrados no aparelho do empresário levantam questionamentos sobre a atuação de Gonet e sobre declarações feitas anteriormente pelo procurador-geral a respeito de seus contatos com Vorcaro.

Entre os elementos mencionados pelo senador está uma fotografia localizada no telefone de Vorcaro. A imagem mostra Paulo Gonet ao lado do empresário durante um evento realizado em Londres. A existência e a autenticidade da fotografia foram confirmadas pela Procuradoria-Geral da República. Para Viana, o registro deve ser analisado em conjunto com outras informações extraídas do aparelho durante as investigações.

O pedido também faz referência a mensagens trocadas ou registradas no celular de Vorcaro. Uma delas, de março de 2025, menciona uma tentativa de contato envolvendo Gonet e o advogado Ciro Soares. Segundo as informações apresentadas no requerimento, também aparecem referências a uma viagem para Londres e a uma possível participação do filho do procurador-geral em uma viagem relacionada ao empresário.

Esses elementos são utilizados por Carlos Viana para defender que o Supremo avalie a possibilidade de afastamento cautelar de Gonet. O senador argumenta que as informações precisam ser examinadas diante das declarações prestadas anteriormente pelo procurador-geral sobre sua relação com Vorcaro. O pedido, contudo, representa a posição do parlamentar e não significa que as acusações ou suspeitas apresentadas tenham sido confirmadas definitivamente pelas autoridades responsáveis pela apuração.

Paulo Gonet já apresentou sua versão sobre os contatos com Daniel Vorcaro. Em manifestação ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, o procurador-geral afirmou que teve um encontro presencial com o empresário em abril de 2024, durante um evento jurídico realizado em Londres. Segundo a versão apresentada por Gonet, também houve uma conversa telefônica em março de 2025, mas o contato teria ocorrido por intermédio de Ciro Soares e não teria tratado de assuntos relacionados às atribuições profissionais do procurador-geral.

A divergência entre as informações encontradas no aparelho de Vorcaro e as declarações apresentadas por Gonet passou a ser um dos pontos de atenção no episódio. O caso ainda depende da análise das mensagens, do contexto em que os contatos ocorreram e das explicações apresentadas pelos envolvidos. Até o momento, não há decisão do STF determinando o afastamento cautelar do procurador-geral.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal também acompanha o episódio. O colegiado marcou para 25 de setembro a análise do procedimento relacionado às menções a Paulo Gonet nas mensagens atribuídas a Vorcaro. A avaliação poderá contribuir para esclarecer o contexto dos contatos e os questionamentos levantados a partir do conteúdo localizado pela Polícia Federal.

O pedido apresentado por Carlos Viana acrescenta mais um capítulo às discussões envolvendo o Banco Master e as autoridades que tiveram algum tipo de contato com Daniel Vorcaro. A análise do requerimento caberá ao Supremo Tribunal Federal, que deverá considerar os argumentos apresentados pelo senador e os elementos disponíveis no processo.

Enquanto não houver uma conclusão das autoridades competentes, as informações sobre os contatos entre Gonet e Vorcaro devem ser tratadas com cautela. A existência das mensagens e da fotografia é um fato documentado, mas as interpretações sobre o significado desses registros, assim como eventuais consequências jurídicas ou administrativas, ainda dependem da análise dos órgãos responsáveis.

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