Pesquisa Quaest mostra cenário acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro

Pesquisa Quaest mostra cenário acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro

A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada em setembro de 2026 trouxe números que chamaram a atenção no cenário da disputa presidencial. O levantamento foi realizado poucos dias antes da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que voltou a colocar o ministro Alexandre de Moraes no centro do debate político nacional. Ainda assim, os dados ajudam a mostrar como está o quadro eleitoral neste momento.

No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 36% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 31%. Augusto Cury aparece com 7%, seguido por Ronaldo Caiado e Renan Santos, ambos com 4%. Romeu Zema tem 1%.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro, em diferentes regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que precisa ser considerado na leitura dos resultados. É na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro que a pesquisa apresenta uma diferença importante em relação aos levantamentos anteriores. Flávio aparece numericamente com 42%, enquanto Lula registra 40%.

Apesar da diferença de dois pontos, os números estão dentro da margem de erro. Por isso, o resultado é classificado como empate técnico. Na pesquisa anterior da Quaest, os dois apareciam com 41% cada. Também há 13% que afirmam votar em branco, anular o voto ou não comparecer, enquanto 5% permanecem indecisos nesse cenário.

A fotografia apresentada pelo levantamento, portanto, mostra uma disputa bastante próxima entre os dois nomes quando a pergunta considera apenas uma eventual segunda etapa da eleição.

A pesquisa foi divulgada em uma semana de forte movimentação no Supremo Tribunal Federal. Em 15 de setembro, os ministros analisaram questões relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao andamento de procedimentos envolvendo o caso Banco Master.

A sessão foi interrompida após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Antes da suspensão, o placar sobre a possibilidade de reunir os casos de Moraes e André Mendonça estava em 4 votos a 3 contra a unificação.

O episódio ganhou espaço no debate eleitoral porque integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro passaram a utilizar a situação envolvendo o Supremo em seus discursos. Reportagens recentes registraram que o candidato tem associado o assunto à necessidade de mudanças institucionais.

Lula, por outro lado, tem concentrado parte de sua comunicação pública em ações do governo e na defesa de sua agenda política. As estratégias diferentes ajudam a explicar por que temas relacionados ao STF passaram a ocupar espaço na disputa.

Outro dado relevante da pesquisa envolve a rejeição. Segundo o levantamento, 55% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro, enquanto 53% deram a mesma resposta em relação a Lula. Esse indicador mostra que os dois candidatos possuem parcelas expressivas do eleitorado que já descartam seus nomes. Ao mesmo tempo, também existe um grupo que ainda pode mudar de opinião ao longo da campanha.

É importante lembrar que pesquisa eleitoral representa um retrato de determinado período. Ela não determina o resultado de uma eleição e pode mudar conforme novos acontecimentos, campanhas, debates e decisões do eleitorado.

A Quaest apresentou ainda simulações envolvendo outros possíveis nomes. Lula aparece com 38% contra 36% de Augusto Cury. Em um cenário com Ronaldo Caiado, o presidente registra 41% contra 39% do adversário. Já contra Renan Santos, Lula aparece com 41%, enquanto o adversário tem 38%.

Em uma simulação contra Romeu Zema, Lula chega a 45%, enquanto Zema registra 33%. Os resultados mostram que a distância entre os candidatos varia bastante de acordo com o nome apresentado ao eleitor.