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Lula mantém liderança, mas disputa com Flávio Bolsonaro ganha novos contornos

A corrida presidencial de 2026 ganhou novos ingredientes nas últimas semanas, e as pesquisas eleitorais passaram a mostrar com mais clareza o tamanho da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em meio às discussões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e à divulgação de informações relacionadas ao caso Banco Master, os números indicam que a eleição continua aberta.

O levantamento mais recente da Quaest, divulgado em 14 de setembro, colocou Lula na liderança do primeiro turno, com 36% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro apareceu logo atrás, com 31%. Augusto Cury marcou 7%, enquanto outros nomes tiveram percentuais menores. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro e possui margem de erro de dois pontos percentuais.

O dado chama atenção porque a pesquisa foi realizada justamente durante um período de forte movimentação no cenário político nacional. A crise envolvendo integrantes do STF ganhou espaço no debate público e acabou entrando também na estratégia das campanhas.

Se no primeiro turno Lula aparece numericamente na frente, a situação muda quando os eleitores são colocados diante de uma eventual disputa direta entre o petista e Flávio Bolsonaro.

A pesquisa Quaest mostra os dois dentro da margem de erro no segundo turno, indicando um cenário de equilíbrio. Outros levantamentos divulgados nos últimos dias também apontaram uma disputa bastante apertada entre os dois nomes.

O Datafolha, por exemplo, mostrou Lula com 46% e Flávio com 44% em uma eventual segunda rodada. O levantamento foi realizado entre 8 e 10 de setembro, antes de alguns dos acontecimentos mais recentes envolvendo a investigação e a divulgação de informações relacionadas ao caso.

Já a pesquisa BTG/Nexus divulgada em 14 de setembro apontou 47% para Lula e 46% para Flávio em uma simulação de segundo turno. No primeiro turno, Lula marcou 42%, enquanto o senador chegou a 37%.

Os resultados ajudam a explicar por que o cenário eleitoral está sendo acompanhado com tanta atenção. Pequenas oscilações podem alterar a leitura da disputa, principalmente quando os candidatos estão separados por poucos pontos.

Nesta terça-feira, 15 de setembro, outro levantamento trouxe uma fotografia diferente da disputa. A pesquisa CNT/MDA mostrou Lula com 40,6% no primeiro turno, contra 30,4% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o presidente também aparece à frente: 47,3% contra 40% do senador. Foram entrevistadas 2.002 pessoas entre 9 e 13 de setembro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

O resultado mostra como diferentes pesquisas podem apresentar cenários distintos dependendo do período de entrevistas, metodologia e composição da amostra. Por isso, especialistas costumam recomendar que o eleitor observe a tendência de vários levantamentos, em vez de considerar apenas uma sondagem isolada.

A crise envolvendo o Supremo passou a ocupar espaço importante na campanha. O episódio ganhou força após a divulgação de informações relacionadas ao Banco Master e às relações investigadas entre diferentes personagens do caso.

O assunto também passou a ser explorado politicamente. Flávio Bolsonaro tem buscado associar o governo Lula às decisões e aos integrantes do STF, enquanto aliados do presidente procuram destacar questões envolvendo o próprio senador e outros personagens ligados às investigações.

A disputa política, portanto, não acontece apenas nos números das pesquisas. Redes sociais, discursos públicos, entrevistas e eventos de campanha também têm papel importante na formação da opinião dos eleitores. Apesar das diferenças entre os institutos, existe um ponto em comum nos levantamentos recentes: a eleição ainda está longe de estar decidida.

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