André Mendonça deixa sociedade do Instituto Iter após questionamentos sobre contratos públicos

André Mendonça, ministro do STF, anunciou nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, que deixará a sociedade do Instituto Iter, em São Paulo, e transferirá suas cotas sem contrapartida financeira.
O movimento ocorre em meio a questionamentos recentes sobre a atuação do instituto e seus contratos com o setor público. A instituição informou que passará a operar como entidade sem fins lucrativos. A decisão foi comunicada após conversa entre Mendonça e o presidente do Iter, Victor Godoy.
No comunicado reproduzido pela imprensa, Mendonça afirmou que cedeu a totalidade de suas cotas e das cotas de sua esposa, sem qualquer pagamento em troca. Ele disse que os valores eventualmente vinculados a essas participações permanecerão destinados a fins sociais e educacionais.
O Instituto Iter foi criado como uma instituição de ensino voltada a cursos jurídicos, aperfeiçoamento pessoal e formação executiva. No site da entidade, Mendonça ainda aparece identificado como fundador, enquanto Victor Godoy é descrito como CEO. A organização também afirma que desenvolve programas para setores público e privado.
A saída ocorre no mesmo momento em que o nome do ministro está no centro de uma crise no Supremo Tribunal Federal ligada ao caso do Banco Master. Nos últimos dias, Mendonça admitiu ter se reunido uma vez com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em março de 2025, e também pediu providências processuais sobre o relatório da Polícia Federal que menciona Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Mendonça sai do Instituto Iter após pressão sobre contratos
A repercussão em torno do instituto ganhou força após reportagens sobre contratos firmados com o poder público. A saída de Mendonça é apresentada, nas versões publicadas nesta quinta-feira, como uma resposta a esse ambiente de contestação. A empresa informou que a transformação em entidade sem fins lucrativos faz parte da mudança estrutural do negócio.
Na nota citada pela imprensa, o ministro sustentou que nunca teve lucro com o Iter. Segundo o texto, ele continuará ligado ao projeto em outra função, como professor, sem participação societária. A informação foi divulgada no mesmo dia em que veículos como CNN Brasil, SBT News e UOL noticiaram a decisão.
O caso adiciona um novo elemento à tensão institucional envolvendo Mendonça e Moraes. A divulgação de informações sobre o relatório policial, a conversa entre os ministros e a reação de integrantes da Corte ampliaram a pressão sobre o STF nesta semana. A mudança no Instituto Iter ocorre, portanto, em meio a uma sequência de fatos interligados e de alta sensibilidade política.
Até o início da manhã desta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, não havia sinal de reversão da decisão anunciada. As versões jornalísticas mais recentes indicam que Mendonça seguirá fora da sociedade do instituto, enquanto a estrutura da entidade será ajustada ao novo formato jurídico.
André Mendonça, ministro do STF, anunciou nesta quinta-feira, 3 de setembro de 2026, que deixará a sociedade do Instituto Iter, fundado por ele em 2024, e transferirá suas cotas sem contrapartida financeira.
A decisão foi confirmada por veículos como CNN Brasil, Folha, UOL, SBT News, Exame, VEJA e Poder360, que relataram a mesma mudança societária e a conversão da entidade em organização sem fins lucrativos. As publicações convergem também ao indicar que Mendonça continuará vinculado ao projeto apenas como professor.
Mendonça anuncia saída de instituto privado
Nos registros publicados nesta quinta-feira, o ministro afirma ter cedido a totalidade de suas cotas e das cotas de sua esposa, sem pagamento em troca. Em paralelo, disse que eventual valor associado a essas participações seguirá destinado a fins sociais e educacionais, mantendo a linha de atuação que atribui ao Instituto Iter.
As reportagens identificam o Instituto Iter como uma instituição de ensino voltada a cursos jurídicos, aperfeiçoamento profissional e formação executiva. A Folha informou que o ministro decidiu deixar a sociedade em meio à intensificação dos questionamentos sobre a atuação do instituto e seus contratos com o setor público, tema que ganhou força com novas reportagens nesta semana.
O conteúdo divulgado pela imprensa também situa a mudança em um ambiente de pressão institucional maior sobre Mendonça. Os textos mais recentes mencionam que ele esteve no centro de disputas no Supremo Tribunal Federal após se tornar personagem de uma crise ligada ao caso Banco Master e ao relatório da Polícia Federal que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Nesse contexto, a saída do quadro societário do Instituto Iter funciona como uma tentativa de reduzir ruídos sobre eventual conflito entre a atividade privada do ministro e a repercussão pública dos contratos da entidade. As versões publicadas apontam que a decisão foi tomada em conversa com Victor Godoy, presidente do instituto, no dia 2 de setembro de 2026.
As informações verificadas nesta quinta-feira indicam que a transição para o novo formato jurídico já estava em curso e que a instituição seguirá com estrutura ajustada para operar sem fins lucrativos. Até o momento, não houve indicação pública de reversão da decisão nem de alteração no vínculo de Mendonça como docente do projeto.
Com informações de CNN Brasil, Agência Brasil, institutoiter.com.br e iter.com.br.



