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Registro de Michelle Bolsonaro no TSE traz informação que chamou atenção

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) registrou oficialmente sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. Em sua primeira disputa eleitoral, ela declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio total de R$ 4,48 milhões.

De acordo com os dados apresentados no registro de candidatura, a maior parte do patrimônio está concentrada em aplicações financeiras. Michelle declarou R$ 4,2 milhões em uma aplicação financeira, além de R$ 301,6 mil em um fundo de investimentos.

A candidata também informou possuir um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil. Somados, os três itens declarados resultam em um patrimônio de R$ 4.486.170,75.

O registro marca a entrada oficial de Michelle na disputa por uma das vagas destinadas ao Distrito Federal no Senado. A ex-primeira-dama é uma das principais figuras políticas do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e, ao longo dos últimos anos, ampliou sua participação em eventos e articulações do campo político conservador.

Na chapa apresentada para a disputa ao Senado, Michelle terá como primeiro suplente seu irmão por parte de pai, Diego Torres Dourado (PL). Ele possui trajetória profissional ligada às Forças Armadas e à administração pública.

Diego serviu como soldado da Força Aérea Brasileira (FAB) durante mais de dez anos. Durante o governo de Jair Bolsonaro, atuou na Chefia de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, órgão responsável por atividades relacionadas à coordenação das Forças Armadas.

Após deixar a função, Diego passou a trabalhar como assistente parlamentar na Mesa Diretora do Senado Federal, onde permaneceu até o final de 2022.

Posteriormente, foi nomeado assessor especial no governo de São Paulo, durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele deixou o cargo posteriormente, antes de integrar a chapa de Michelle Bolsonaro para as eleições deste ano.

A escolha de Diego como suplente coloca um integrante da família de Michelle diretamente na composição da candidatura. No sistema eleitoral brasileiro, os suplentes assumem o mandato caso o titular deixe o cargo em determinadas situações previstas pela legislação.

Michelle chega à disputa pelo Senado após uma trajetória de forte exposição política durante o período em que ocupou a Presidência da República como primeira-dama, entre 2019 e 2022. Desde então, manteve presença em eventos políticos e passou a participar de articulações relacionadas ao grupo liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A candidatura ao Senado representa, portanto, sua primeira participação direta em uma eleição para um cargo eletivo. Diferentemente de eleições anteriores, nas quais atuou como figura de apoio à campanha do marido, agora Michelle aparece oficialmente como candidata e terá seu próprio nome submetido ao eleitorado do Distrito Federal.

A declaração patrimonial também passa a integrar os dados oficiais disponibilizados pela Justiça Eleitoral. Os valores informados pelos candidatos são utilizados para dar transparência à situação patrimonial no momento do registro da candidatura.

No caso de Michelle, os investimentos financeiros representam praticamente todo o patrimônio declarado. O único bem de natureza não financeira informado no registro é o Fusca, avaliado em R$ 30 mil.

Com o registro oficial, Michelle passa a disputar uma das cadeiras do Distrito Federal no Senado nas eleições de 2026. A composição da chapa, com Diego Torres Dourado como suplente, também formaliza a participação de um familiar próximo na estrutura eleitoral da candidatura.

A campanha deverá definir agora as estratégias para ampliar a presença de Michelle entre os eleitores do Distrito Federal. A ex-primeira-dama parte para sua primeira eleição com forte reconhecimento de nome no cenário político nacional e integrada ao grupo político associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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