Foi isso que acabou de acontecer com Flávio Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro na corrida presidencial de 2026, de acordo com a nova pesquisa Genial/Quaest. O levantamento, realizado entre os dias 5 e 8 de junho, indica que o petista lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno, revertendo o quadro de empate técnico observado em sondagens anteriores. A pesquisa captou o impacto negativo de recentes controvérsias envolvendo o principal nome da oposição.
No segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. O presidente registrou ganho de dois pontos percentuais em relação ao levantamento de maio, enquanto o senador recuou três pontos no mesmo período. Brancos, nulos e a intenção de não votar somam 14%, com 4% de indecisos. Trata-se da primeira vez desde março que a disputa sai do limite da margem de erro.
No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 39% das preferências, seguido por Flávio Bolsonaro, que registra 29%. Os demais possíveis candidatos não ultrapassam os 3% individualmente, configurando um quadro de polarização acentuada. A queda de Flávio em relação ao mês anterior foi de quatro pontos percentuais, sinalizando erosão de apoio em segmentos importantes do eleitorado.
A pesquisa mediu especificamente o efeito das conversas gravadas entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. A maioria dos entrevistados avaliou de forma negativa o pedido de recursos feito pelo senador para um projeto cinematográfico, o que contribuiu para afastar eleitores independentes. Esse episódio alimentou percepções de que o candidato da oposição estaria envolvido em práticas pouco transparentes.
Outro fator captado pelo levantamento foi a repercussão da ameaça de aumento de tarifas sobre produtos brasileiros anunciada pelo governo Donald Trump. Parte significativa do eleitorado associa Flávio Bolsonaro à influência nessas decisões econômicas externas, alinhando-se à narrativa defendida pelo Palácio do Planalto. A medida reforçou a imagem de instabilidade que alguns setores atribuem à oposição.
O estudo ouviu 2.004 eleitores de forma presencial em todo o país, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Os resultados revelam movimento especialmente entre os eleitores independentes, que têm migrado para Lula nas últimas semanas. A sondagem reflete o cenário político seis meses antes do início oficial da campanha eleitoral.
Analistas avaliam que, embora a corrida ainda seja longa, o atual momento favorece a reeleição de Lula, que consolida sua base e atrai parte do centro. Flávio Bolsonaro, por sua vez, enfrenta o desafio de conter a sangria de apoios e reconstruir sua imagem junto ao eleitorado moderado antes que as tendências se consolidem.



