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Caso Master: além de Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro teme que outro aliado seja alvo da PF

• O avanço das investigações envolvendo o chamado “Caso Master” colocou novos nomes do cenário político nacional sob os holofotes nesta semana. A apuração conduzida pela Polícia Federal ampliou o foco sobre relações entre o banqueiro Daniel Vorcaro e figuras influentes ligadas a partidos do Centrão e ao entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os nomes citados aparece o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil, apontado como beneficiário de recursos ligados ao esquema investigado. Segundo informações que vieram à tona após a operação da PF, os investigadores analisam movimentações financeiras e contatos considerados estratégicos entre empresários, dirigentes partidários e representantes do setor bancário.

A investigação também atingiu o presidente do União Brasil, Antônio Rueda. De acordo com os documentos analisados pela PF, ele teria recebido cerca de R$ 6,4 milhões por meio de um escritório de advocacia. A defesa afirma que os valores correspondem a serviços jurídicos e consultorias prestadas ao longo de meses de trabalho.

Mesmo assim, a situação ganhou repercussão após relatos de proximidade entre Rueda e Vorcaro. Conversas obtidas pelos investigadores indicariam contatos frequentes entre os dois. Além disso, um episódio envolvendo uma viagem de helicóptero ao Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 acabou chamando atenção dos agentes federais. Na ocasião, Rueda teria viajado acompanhado de Ciro Nogueira utilizando uma aeronave ligada ao banqueiro.

Outro nome citado nas apurações é o de ACM Neto, vice-presidente do União Brasil. Segundo os relatórios, ele recebeu cerca de R$ 3,6 milhões entre 2023 e 2024. Os repasses teriam sido feitos tanto pelo Banco Master quanto por empresas ligadas ao grupo investigado. Em manifestação pública, ACM Neto declarou que os pagamentos foram realizados de forma legal por serviços de consultoria empresarial.

Nos bastidores de Brasília, o caso já provoca tensão política. Integrantes de diferentes partidos avaliam que a investigação pode gerar novos desdobramentos nos próximos meses, especialmente porque a PF analisa trocas de mensagens, contratos e registros bancários considerados sensíveis.

O episódio ganhou ainda mais relevância porque envolve discussões sobre o futuro do Banco Master. Segundo a linha investigativa, o objetivo do grupo seria influenciar decisões relacionadas ao sistema financeiro e evitar medidas mais duras por parte do Banco Central.

A origem do caso remonta aos últimos anos do governo Bolsonaro, período em que o banco expandiu fortemente suas operações. Relatórios apontam que os valores movimentados cresceram de forma acelerada entre 2023 e 2025, aumentando o interesse das autoridades sobre possíveis práticas de lobby e influência política.

Em Brasília, o clima é de cautela. Parlamentares ligados ao governo e à oposição acompanham os próximos passos da investigação, enquanto aliados dos citados tentam minimizar os impactos políticos da crise.

Especialistas em direito e mercado financeiro avaliam que o caso pode se tornar uma das principais discussões políticas do ano, principalmente pelo alcance das conexões reveladas até agora. A expectativa é de que novos depoimentos e análises técnicas tragam mais clareza sobre o papel de cada envolvido nas movimentações investigadas pela Polícia Federal.

 

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