Bolsonaro escolhe Flávio para concorrer à Presidência da República, de acordo com coluna

Nos bastidores da política brasileira, uma decisão que vinha sendo especulada há meses começa a ganhar contornos mais nítidos. De acordo com informações divulgadas pela coluna de Paulo Capelli, do portal Metrópoles, Jair Bolsonaro já teria batido o martelo sobre quem pretende apoiar nas próximas eleições presidenciais: seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro.
A escolha, segundo aliados, não foi movida apenas por estratégia política, mas também por uma mudança de cenário inevitável. Em um primeiro momento, o próprio Bolsonaro ainda alimentava o desejo de disputar novamente o comando do Palácio do Planalto. Porém, com a situação jurídica cada vez mais definida, somada à condenação e à inelegibilidade, o ex-presidente precisou aceitar que 2026 será um capítulo escrito por outras mãos.
Nos corredores de Brasília, a disputa pelo chamado “espólio político” de Bolsonaro vinha sendo intensa. Vários nomes surgiram como possíveis herdeiros desse capital eleitoral, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que sempre figurou como um dos favoritos do eleitorado conservador. Mesmo assim, a decisão familiar acabou pesando mais.
Segundo a coluna, Bolsonaro acredita que Flávio reúne hoje as condições necessárias para crescer na corrida presidencial. A avaliação é de que o senador tem um perfil capaz de dialogar com diferentes setores da política, sem perder completamente o vínculo com a base que sustentou o bolsonarismo nos últimos anos. Internamente, ele também é visto como o mais moderado entre os irmãos.
Se a estratégia for confirmada, Flávio deve intensificar sua agenda pelo país já nos próximos meses. A expectativa é que ele percorra diferentes regiões, converse com eleitores, participe de eventos partidários e se torne mais presente no debate nacional. Essa movimentação também deve marcar uma mudança no tom do senador, que tende a adotar uma postura mais firme de oposição ao governo Lula.
Outro ponto importante desse possível desenho eleitoral é o apoio de governadores considerados estratégicos. A avaliação de Bolsonaro é de que Flávio poderá contar com a força política de Tarcísio de Freitas, em São Paulo, e de Cláudio Castro, no Rio de Janeiro. Essas alianças regionais são vistas como fundamentais para dar musculatura a uma candidatura nacional.
Enquanto isso, dentro da própria família, outras peças também começam a se movimentar. A coluna indica que Michelle Bolsonaro surge como forte nome para disputar uma vaga no Senado pelo Distrito Federal. A ex-primeira-dama mantém alta popularidade junto ao público conservador e é vista como uma figura com potencial eleitoral expressivo.
Já para a composição da chapa presidencial, a tendência é que algum partido de centro integre a aliança, numa tentativa de ampliar o leque de apoios e reduzir resistências fora do núcleo mais fiel ao bolsonarismo. Essa escolha pode ser decisiva para tornar o projeto mais competitivo.
Apesar de ainda estarmos a uma certa distância das urnas, os sinais apontam que o jogo começou mais cedo desta vez. O cenário político segue em constante transformação, com alianças sendo costuradas, estratégias recalculadas e personagens reposicionados no tabuleiro.
Para Flávio Bolsonaro, caso a confirmação venha nos próximos meses, o desafio será duplo: herdar um capital político relevante e, ao mesmo tempo, construir uma identidade própria diante do eleitorado. E, como a política brasileira costuma mostrar, os próximos capítulos prometem movimento intenso.



