FAB divulga nota oficial e traz novidade chocante sobre a morte do cantor Rick

A investigação sobre a queda do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, avançou com novas informações sobre os últimos minutos do voo. Segundo dados divulgados pela Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave emitiu seu último sinal às 11h34 da segunda-feira (21), em Santa Catarina. A estimativa é de que a queda tenha acontecido apenas um minuto depois, por volta das 11h35, em uma região de mata no município de Urubici, na Serra Catarinense.
A informação ajuda a estabelecer uma sequência mais precisa dos acontecimentos e passa a integrar o conjunto de dados que será analisado pelos investigadores. No momento estimado para a queda, as condições meteorológicas na região eram consideradas desfavoráveis. De acordo com a FAB, havia chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade associada à presença de muita nebulosidade. Esses elementos serão avaliados juntamente com outras informações para determinar quais fatores contribuíram para a ocorrência.
O helicóptero, um Bell 430 de matrícula PP-MGR, havia decolado de Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina, por volta das 10h30. O planejamento inicial indicava chegada a São Joaquim aproximadamente às 11h24. Entretanto, o contato com a aeronave foi perdido às 11h34, quando ocorreu o último registro de sinal. Com base nos dados de monitoramento disponíveis, a FAB estabeleceu 11h35 como o horário estimado para a queda.
A localização da aeronave aconteceu somente no dia seguinte. Após horas de buscas envolvendo equipes da Força Aérea Brasileira, bombeiros e profissionais de resgate, os destroços foram encontrados por volta do meio-dia de terça-feira (22), em uma área de mata de difícil acesso em Urubici. O trabalho de localização foi dificultado pelas características do terreno e pelas condições encontradas na região serrana.
Com a chegada dos investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), teve início uma etapa detalhada de coleta de informações. Entre os materiais localizados estava o gravador de voz da cabine, conhecido como Cockpit Voice Recorder (CVR), popularmente chamado de caixa-preta. O equipamento registra comunicações e sons ocorridos dentro da cabine e foi encaminhado ao Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA), em Brasília, onde passará pelos procedimentos técnicos de extração e análise.
O Cenipa informou que a primeira etapa dos trabalhos em campo foi concluída após a coleta das evidências consideradas necessárias para a investigação. A partir dessa fase, os investigadores passam a analisar informações relacionadas ao voo, ao ambiente operacional e aos chamados fatores humanos, além de componentes, sistemas e equipamentos da aeronave. O objetivo é identificar os fatores que contribuíram para a ocorrência e, posteriormente, produzir informações que possam auxiliar na prevenção de novos acidentes aeronáuticos.
Outro ponto que chamou atenção durante a apuração está relacionado à situação cadastral do helicóptero. Consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), mantido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mostra que a aeronave apresentava situação de aeronavegabilidade classificada como normal e tinha validade do Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade até 11 de agosto de 2027. O registro também aponta que o modelo Bell 430 estava autorizado para voos sob regras IFR noturnas.
O helicóptero transportava cinco pessoas. Além de Rick, estavam a bordo o empresário Bruno Avelar de Souza, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. Todos morreram na ocorrência registrada na Serra Catarinense. A aeronave havia partido do litoral com destino à região de São Joaquim quando deixou de transmitir informações de acompanhamento.
Entre os pontos que ainda serão examinados estão a trajetória realizada pelo helicóptero, as condições meteorológicas encontradas durante o percurso, os dados registrados pelo gravador de voz e o funcionamento dos diferentes sistemas da aeronave. Também poderão ser avaliadas hipóteses relacionadas à proximidade com o relevo e às condições de visibilidade, mas nenhuma delas pode ser apontada como causa definitiva neste momento. A conclusão depende da análise técnica conduzida pelo Cenipa.
Com a caixa-preta já recuperada e os trabalhos de campo concluídos, a investigação entra em uma etapa considerada importante para esclarecer o que ocorreu nos instantes anteriores à queda. Os dados registrados na cabine poderão ajudar os investigadores a reconstruir os acontecimentos finais do voo, enquanto as demais evidências serão confrontadas com informações meteorológicas, técnicas e operacionais. Até que o trabalho seja concluído, a causa da ocorrência permanece sem definição oficial.



