Cláudio Castro atinge 53% de aprovação no RJ, aponta Quaest; operação policial impulsiona alta

A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada neste 2 de novembro de 2025, revela que 53% dos moradores do Rio de Janeiro aprovam a gestão do governador Cláudio Castro (PL), enquanto 40% a desaprovam. Realizado entre 30 e 31 de outubro com 1.500 entrevistados em 40 municípios fluminenses, o levantamento possui margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os números indicam uma recuperação significativa na popularidade do governador, que em agosto registrava apenas 43% de aprovação e 41% de desaprovação.
O salto de 10 pontos percentuais na aprovação ocorre em um contexto de alta visibilidade para o governo estadual, especialmente após a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha. Essa ação, que resultou em 121 mortes, foi aprovada por 64% dos fluminenses segundo o mesmo levantamento. A operação, embora polêmica em âmbito nacional por seu elevado custo humano, parece ter ressoado positivamente entre a população local, que associa segurança pública a resultados imediatos e visíveis.
A variação na desaprovação, de 41% para 40%, permanece dentro da margem de erro, o que a torna estatisticamente estável. Isso sugere que, apesar do aumento na aprovação, o núcleo de insatisfação com a gestão Castro não se dissipou por completo. Parte dos entrevistados mantém críticas relacionadas a áreas como saúde, educação e transporte, que não foram diretamente impactadas pela operação policial.
A pesquisa também aponta diferenças regionais e demográficas. Na capital, a aprovação é ligeiramente inferior à média estadual, ficando em torno de 50%, enquanto no interior e na Baixada Fluminense os índices superam 55%. Homens e eleitores com ensino médio completo formam os grupos com maior apoio, enquanto mulheres e jovens de 16 a 24 anos apresentam taxas de desaprovação mais elevadas.
Analistas políticos atribuem o crescimento à narrativa de “lei e ordem” que tem dominado o discurso do governador desde o início do mandato. Cláudio Castro, que assumiu o cargo após o impeachment de Wilson Witzel, vem investindo em operações de grande porte e em parcerias com a Polícia Militar, o que parece estar alinhado às demandas de uma parcela significativa da população cansada da violência crônica no estado.
Embora o cenário seja favorável no momento, especialistas alertam que a sustentabilidade dessa aprovação depende de resultados duradouros na segurança e de avanços em outras áreas. A operação no Alemão e na Penha, por exemplo, ainda enfrenta investigações sobre possíveis abusos e seu impacto real na redução da criminalidade a longo prazo permanece incerto.
Em resumo, a pesquisa Quaest consolida Cláudio Castro como um governador em ascensão, capitalizando o tema da segurança para ampliar sua base de apoio. Resta saber se essa onda de popularidade se traduzirá em projetos estruturais ou se será apenas um reflexo temporário de ações pontuais de alto impacto midiático.



