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Reviravolta no 2º turno: Pesquisa Vox aponta virada e mostra quem assume a liderança

A corrida pela Presidência da República em 2026 segue marcada pela proximidade entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Uma pesquisa da Vox Brasil, divulgada nesta sexta-feira (9), mostra os dois em situação de equilíbrio na simulação de segundo turno. Considerando apenas os votos válidos, Lula aparece com 50,86%, enquanto Flávio registra 49,14%. O resultado indica uma diferença de 1,72 ponto percentual entre os dois nomes, dentro de um cenário eleitoral que continua despertando atenção nacional.

Os números da Vox Brasil contrastam com os apresentados por outro levantamento divulgado na quinta-feira (8). Na pesquisa Datafolha, Flávio Bolsonaro aparece com 52% das intenções de votos válidos, enquanto Lula soma 48%. Os resultados diferentes reforçam a importância de observar a metodologia, a data de realização e a margem de erro de cada pesquisa antes de tirar conclusões sobre o comportamento do eleitorado. Os dados da Vox Brasil foram divulgados pelo portal Metrópoles.

Quando são considerados todos os entrevistados, incluindo aqueles que pretendem votar em branco ou anular o voto e os que ainda não decidiram, Lula registra 44,2% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 42,7%. Outros 3,4% afirmaram que não escolheriam nenhum dos dois candidatos, enquanto 9,7% disseram não saber ou preferiram não responder. Esse recorte apresenta um panorama mais amplo das escolhas declaradas pelos participantes e mostra que ainda existe uma parcela de eleitores sem posição definida ou que não pretende optar por nenhum dos concorrentes.

A pesquisa Vox Brasil ouviu 2.100 pessoas entre os dias 5 e 7 de outubro. O levantamento informa margem de erro de 2,15 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Considerando esses parâmetros, a diferença identificada entre os candidatos é compatível com um empate técnico. Isso significa que os números não permitem afirmar, isoladamente, que um dos concorrentes tenha uma vantagem estatisticamente conclusiva sobre o outro. Pesquisas eleitorais representam um retrato das opiniões coletadas durante determinado período e não garantem que os mesmos percentuais serão observados no dia da votação.

O cenário atual tem como antecedente o resultado do primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na apuração informada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro terminou na primeira colocação, com 56.104.268 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula ficou em segundo lugar, com 53.876.617 votos, correspondentes a 45,16%. A diferença entre os dois foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos, mantendo a disputa aberta para a etapa decisiva do processo eleitoral.

Como nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos válidos necessária para vencer no primeiro turno, a eleição seguiu para uma nova votação, marcada para 25 de outubro. A partir desse momento, os candidatos passam a disputar novamente a preferência dos eleitores, em uma etapa na qual a participação de quem votou em outros concorrentes, dos indecisos e daqueles que consideram mudar de escolha pode influenciar o resultado final. As pesquisas divulgadas durante esse período ajudam a acompanhar as intenções declaradas, mas precisam ser interpretadas dentro de seus limites metodológicos.

Outro ponto avaliado pela Vox Brasil foi o grau de definição do voto. Segundo os dados apresentados, 76,2% dos entrevistados afirmaram já estar decididos e não pretender mudar de candidato. Por outro lado, 13,4% disseram que ainda poderiam alterar sua escolha. Além disso, 3,4% continuavam avaliando as opções disponíveis, enquanto 3% afirmaram não ter tomado uma decisão. Os 4% restantes não responderam à pergunta. Esses indicadores oferecem informações sobre a estabilidade das preferências declaradas e sobre a parcela do eleitorado que ainda admite rever sua posição.

O levantamento também mediu a rejeição aos dois candidatos. Lula aparece com 45,2% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro registra 44,2% nesse mesmo indicador. A diferença é de um ponto percentual, considerando os números divulgados. A rejeição é um dado distinto da intenção de voto: enquanto uma pergunta procura identificar em quem o eleitor pretende votar, a outra mede a resistência declarada a determinado candidato. Por isso, os dois indicadores devem ser analisados separadamente.

Com a votação marcada para 25 de outubro, os dados da Vox Brasil e do Datafolha apresentam retratos diferentes de uma disputa que permanece próxima nas pesquisas divulgadas. A diferença entre os levantamentos reforça a necessidade de acompanhar novas medições, observar suas datas e considerar as respectivas margens de erro. Até a realização do segundo turno, as intenções de voto podem sofrer alterações, e o resultado definitivo dependerá dos votos efetivamente registrados nas urnas e apurados pela Justiça Eleitoral.

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