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Lula ou Flávio? Augusto Cury quebra o silêncio e define postura sobre apoio no 2º turno

O escritor Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na disputa pela Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026, voltou a movimentar o cenário político nesta quarta-feira (7). Depois de afirmar que não apoiaria nenhum dos dois candidatos que avançaram para a segunda etapa, Cury publicou uma nova mensagem nas redes sociais e afirmou que pretende se pronunciar novamente em breve. O escritor, porém, ainda não revelou se haverá alguma mudança em sua posição. 

A manifestação ocorre poucos dias depois de Cury declarar que pretendia deixar a política e que não faria campanha para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem para Flávio Bolsonaro (PL). Na nova mensagem, entretanto, ele indicou que está conversando diretamente com pessoas antes de tomar qualquer decisão pública. A frase aumentou a expectativa sobre os próximos passos do ex-candidato, especialmente pela quantidade de votos que recebeu no primeiro turno.

“Eu preciso conversar olho no olho com quem eu tenho de conversar. E será breve”, afirmou Cury. Apesar da declaração, ele não estabeleceu uma data específica para o novo pronunciamento. O escritor também pediu paciência aos eleitores e explicou que considera importante refletir antes de tomar qualquer decisão que possa ter impacto sobre sua postura diante do segundo turno. 

Cury recebeu 3.448.569 votos no primeiro turno, o equivalente a 2,89% dos votos válidos, e terminou na terceira colocação. O resultado o deixou atrás de Flávio Bolsonaro e Lula, que agora disputam a Presidência no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Os números oficiais da votação foram confirmados pela totalização da Justiça Eleitoral. 

A posição adotada pelo escritor chama atenção justamente porque ele decidiu não indicar preferência entre os dois nomes que continuam na disputa. Em pronunciamento feito após o primeiro turno, Cury cumprimentou os candidatos que avançaram e afirmou que esperava que o vencedor considerasse propostas apresentadas durante sua campanha. Na ocasião, também defendeu que as ideias de seu projeto político continuassem sendo discutidas mesmo fora da disputa presidencial. 

Na mensagem divulgada nesta quarta-feira, o tom novamente foi voltado para a necessidade de diálogo. Cury pediu que seus eleitores aguardassem e relacionou a decisão à importância da reflexão. “Por favor, tenha paciência. Quem não é amigo da paciência não é amigo da sabedoria”, afirmou. Na sequência, destacou que decisões precipitadas poderiam não ser adequadas ao momento. 

Outro ponto destacado pelo escritor foi a necessidade de reduzir o clima de confronto no debate político. Cury falou em “pacificar o País”, criticou o que classificou como uma “guerra de ódios” e defendeu que o segundo turno seja marcado pela discussão de projetos. A declaração segue uma das principais linhas adotadas por ele durante a campanha, quando buscou apresentar uma alternativa à polarização entre os grupos políticos que dominam a disputa nacional. 

Entre os temas que Cury pretende manter em evidência estão educação, saúde e proteção de mulheres e crianças. Durante a campanha, o escritor também apresentou propostas voltadas à formação educacional e à necessidade de estimular o pensamento crítico. A intenção, segundo suas manifestações públicas, é que a discussão sobre essas áreas não seja interrompida com o fim de sua participação no primeiro turno.

A nova declaração, portanto, mantém uma situação ainda indefinida. Até o momento, Cury não anunciou apoio formal a Lula ou Flávio Bolsonaro, nem informou que tenha mudado sua decisão inicial de permanecer neutro na segunda etapa. O que existe é a confirmação de que pretende voltar a falar sobre o assunto após realizar conversas pessoais e avaliar os próximos passos.

Com milhões de votos obtidos no primeiro turno, a posição de Cury passou a ser acompanhada de perto no cenário eleitoral. Mesmo sem declarar apoio a nenhum dos candidatos, o escritor mantém aberta a possibilidade de apresentar suas avaliações sobre os projetos em disputa. Por enquanto, ele prefere o silêncio e pede paciência aos eleitores, enquanto prepara o pronunciamento que poderá esclarecer sua posição para o restante da campanha. 

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